"A morte é sempre um acontecimento natural, seja por fuzilamento, por acidente ou por doença, e sabes porquê? Porque a morte é a única coisa certa que há na vida; tudo o resto é ficção – é virtual como se diz agora. O dinheiro, os cargos, as mordomias, o poder, as mulheres – é tudo ficção, aparece e desaparece. A morte não. Está sempre presente, todos os dias, ninguém a fará nunca desaparecer."
Tomás Vasques, O general de todas as estrelas foi-se embora sem ter bebido um trago de Havana Club (Edições Asa, 2001)

Manuel Zelaya é apenas mais um que chegou ao poder por via democrática e que quis optar pela ‘ficção’. O que não é bem o que anda a dizer-se por aí das Honduras.
E o nascimento? É menos natural que a morte? E a dúvida em relação às ficções, não é natural?