
«Ao longo dos séculos, os libertários acabaram sempre por ser vencidos pelos puritanos.»
Maria Filomena Mónica, Os Livros da Minha Vida, p. 66
Ed. Relógio d’Água, 2023

«Ao longo dos séculos, os libertários acabaram sempre por ser vencidos pelos puritanos.»
Maria Filomena Mónica, Os Livros da Minha Vida, p. 66
Ed. Relógio d’Água, 2023
Claro. Os libertários são mais independentes e livres, numa situação de conflito funciona contra eles, os laços são mais frágeis.
Também tendem a ser poucos e esse é outro factor contra a sua sobrevivência.
Uma espécie de novos “puritanos” mas ateus substituem,de certa forma, agora os puritanos tradicionais. Passo a citar (do Observador)
“Eis, então, o paradoxo supremo da modernidade liberal com a sua promessa da máxima libertação individual: ao intentar a superação das restrições primordiais morais, bem como recusando as agruras da queda do Paraíso, criaram-se, afinal, as condições para que o estado de infantilidade se perpetue ad aeternum. Daí, convenientemente imbecilizados, afogados em colo e mimo, parte-se da negação daquela “verdade” da narrativa bíblica para uma apologia da sua negação; mas, porque apenas o alienado nega a verdade, cai-se agora já na mais perfeita loucura que, em nome da libertação, mata a liberdade, em nome do individualismo supremo, apregoa o colectivismo, em nome do primado das pessoas, sugere o Estado como ente supremo e, extraordinariamente, em nome do liberalismo e da democracia, propõe agora, como fim de ciclo, o iliberalismo e o advento da tirania.”
Nuno Lebreiro no Observador