
«Enquanto não amamos, é como se dormíssemos, filhos, como somos, da poeira… Se amamos, sentimo-nos divinos, puros como no primeiro dia da Criação…»
Leão Tolstoi, Guerra e Paz (1869), volume I, p. 151
Ed. Inquérito, 1957 (3.ª ed) . Tradução de José Marinho

Quevedo,antes do Russo,pretendia que fôssemos poeira enamorada.
De estrelas segundo os astrobiólogos.
Imitar criação divina:- Fazer um filho,plantar uma árvore,escrever um livro.
Mas a divindade não revelou como se sentiu ao criar,apenas no fim achou tudo muito bom,
necessitando de descanso. Talvez por aqui Tolstoi se inspirasse.
O romantismo deu imenso jeito a merceeiros a precisar de vender mercadoria. Epitomizado pelo folhetim Tide: o casamento perfeito entre a novela romântica e o sabão.
Parece-me que somos sempre poeira que o amor enaltece como se fora ouro em pó. O amor tem, entre outras conveniências, uma lente que torna único o comum. Não parece razoável que o persigamos com tanto afinco.
Gostei qb de Guerra e Paz.
Já li o livro e vi o filme.
Também vi o filme ( o antigo, com Audrey Hepburn) e gostei, mas o livro pareceu-me melhor, tem mais amplidão aprofunda as personagens e ambiente social da época, o que também é natural. Mostra verdades extraordinárias como se sejam um comum discorrer.
Alguém que nunca recebeu o Nobel da literatura. Também não precisa. A sua obra(tal como a recente de S. Rushdie) é intemporal e nâo estará certamente sujeita ao louvor de caquéticos e cobardes de uma academia.