Leituras


Pedro Correia,

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«A nossa sociedade não é um bom exemplo de motivação pelo êxito, de premiar os triunfadores. Somos um povo desconfiado, que procura sempre o cavalo morto escondido atrás dos casos de sucesso, que reage com reservas aos aparentes méritos do vizinho do lado. Porque haverá de ser diferente na formação do sentido de voto?»

Luís Paixão Martins, Como Perder uma Eleição, p. 59

Ed. Zigurate, 2023

19 comentários em “Leituras”

  1. Não foi este senhor que foi corrido do Expresso por alguns cambalachos com notícias?
    Pelo que tenho visto e ouvido, esta figura é uma das eminências pardas do spin socialista. As suas finanças pessoais estarão melhores, mesmo que isso seja uma remuneração pelo marasmo do país.
    Ele sabe do que fala.

        1. Nessa acepção, quantos “colaboradores pontuais” o J. M. Fernandes terá corrido dos jornais que dirigiu? Todos, talvez. Porque um “colaborador pontual” (sinónimo de ocasional, nada a ver com pontualidade horária) é dispensado a qualquer momento, na medida em que está do lado de fora, não dentro.

  2. É serviço público dar a conhecer o pensamento que Luís Paixão Martins entendeu que seria útil divulgar. É que consta e não vi desmentido, que foi esse senhor que “decidiu” que, depois do circo parlamentar, ver-se livre da TAP seria a primeira prioridade do PS.
    É caso para perguntar, o que mais poderá “decidir”?

  3. “Na nossa sociedade”, após meio século de uma Constituição “pró socialismo” e já com gerações devidamente indoutrinadas, conseguiu-se o tão desejado céu na Terra. Socialismo.
    Só que socialismo é sinónimo de dependências do Estado, na Educação, na habitação, no SNS…. Quem não tem as devidas relações anda pelas ruas como barata tonta, em vão. Há quem não ande. Mas, tudo bem.
    Só que, como explicou Margaret Tatcher: “The problem with socialism is that you eventually run out of other peoples’ money”.
    Aconteceu precisamente isso a Mário Soares e a Sócrates. Entretanto será que A. Costa foge antes de ser apanhado pela realidade?. Há precedentes por ali.

  4. “A nossa sociedade não é um bom exemplo de motivação pelo êxito, de premiar os triunfadores. “

    O melhor povo do mundo não precisa disso, somos todos, todos, todos triunfadores.

  5. se esperarmos um bocado, e dado a ganancia não ter fim, acabamos por encontrar o cavalo. e lembrei-me do successful business man português da altice….

  6. “A nossa sociedade” não tem inveja e premiou precisamente os gloriosos que lá estão,os
    melhores,os mais bem sucedidos.Ao ponto de lhes dar maiorias crescentes a caminho da unanimidade. De que se queixa o propagandista?

  7. Ora essa. Então o bom povo não tem premiado os “triunfadores” com maiorias crescentes a caminho da unanimidade? Que inveja? Dão prémios eleitorais uns após outros aos actuais governantes, quase de borla. A mim é que apetecia perguntar se tem andado por cá desde a geringonça. Sabendo-o jornalista experimentado e sério a pergunta é meramente retórica
    e ervada de ironia que pretendo saudável.

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