
«O corpo humano é como uma ampulheta: o que está em baixo está em cima, o que está em cima está também em baixo, são dois triângulos unidos; o selo do rei Salomão, a média entre o livro da sua juventude, o Cântico dos Cânticos, e o resultado do olhar de um homem velho, vanitas vanitatum, o Eclesiastes.»
Bohumil Hrabal, Uma Solidão Demasiado Ruidosa (1976), p. 134
Ed. Antígona, 2019. Tradução de Ludmila Dismanová, com revisão de Manuela Gomes

Este é um livro que ainda não li, mas que está na minha lista há muito tempo. Vi uma peça de teatro magnífica dos Artistas Unidos sobre esta história. O velho e os livros.
Pequena-grande obra-prima. De resistência às engrenagens totalitárias.
Infinitamente superior a Clarice Lispector.
A mulher e a barata…

Belo livro de um excelente escritor. Esteve algo em voga por cá já décadas mas desapareceu dos escaparates. O outro dia na feira do livro fui surpreendido com uma edição relativamente recente do seu “tendre barbare” (o título da edição francesa que tenho, não fixei o nosso).