
«O amor não é uma flor de estufa, mas uma planta selvagem, nascida de uma noite de chuva, de uma hora de sol, germinada de uma semente absurda que um vento de loucura atirou para a estrada – uma planta selvagem a que chamamos flor se por acaso ela rebenta por entre a sebe do jardim, erva daninha quando cresce do lado de fora, mas que, flor ou erva daninha, guarda sempre a cor e o perfume selvagem que tinha nos bosques.»
John Galsworthy, A Família Forsyte (1906), vol. 1, p. 155
Ed. Livros do Brasil, s/d. Colecção Dois Mundos, n.º 108. Tradução de Rachel de Queiroz

Nunca li, mas a minha mãe dizia muita vez quando se referia a uma família “disfuncional” : parecem a família Forsythe!
Muito bem escrito. E muito bem traduzido pela grande escritora brasileira Rachel de Queiroz, galardoada com o Prémio Camões.
Belíssimo romance sobre o apogeu e decadência da Inglaterra vitoriana tendo no centro uma família de comerciantes da alta burguesia londrina.