
«São raras as mulheres que gostam do amor, gostam de ser amadas, o que é muito outra coisa.»
Ruben A., Kaos (1981), p. 132
Ed. Assírio & Alvim, 2003

«São raras as mulheres que gostam do amor, gostam de ser amadas, o que é muito outra coisa.»
Ruben A., Kaos (1981), p. 132
Ed. Assírio & Alvim, 2003
Elas gostam é de dinheiro!
Um gajo teso tá feito ao bife.
e vice-versa..
Sem sombra de dúvida esse escritor tem um
conhecimento muito aprofundado do sexo fraco.
Eu tenho uma vaga ideia do que eles gostam mas
minha decência impede-me do afirmar publicamente.
Mais um triste com a tara de ser um grande intelectual.
Vão baralhando para parecerem inteligentes.
Certamente um amontoado de papel indicado para acender
a minha lareira.
A decência, a mim, impede de sem mais qualificar Ruben A. como “mais um triste com a tara de ser um grande intelectual”. Cuidaria, por exemplo, de antes de tudo procurar contextualizar o fragmento que nos é aqui dado a ler, no tempo – o do autor e o que se pretende representar -, na obra, na personagem, no autor. Tentaria não cair na tentação zelota, farisaica de encontrar logo, e sem mais, manifestações de machismo, heteropatriarcado e outras tremendas maldades mais ou menos verdadeiras, mais ou menos inventadas, e que por estes dias têm que ser a essência do pensamento correcto e tendencialmente único. Em qualquer caso procuraria não valorar, sem mais, o tempo de ontem pelos valores de hoje.
Imagino o que irá na sua cabeça, kika, quanto a Eça de Queiroz (e quanto às figuras femininas) para não ir mais longe, mas é de temer que para si seja também caso de “cancelamento” puro e simples.
E em todo o caso é sempre triste saber de alguém que entende dar a um livro o destino de acendalha. É que por muito mau que seja, um livro é sempre testemunho de um tempo: do seu melhor ou do seu pior. Está muito na moda “cancelar”, a censura regressa em força por estes dias e nem tem que ser imposta por poderes estatais (esses são na matéria, e em regra, mais e mais hipócritas e cobardes). Mas sabemos que rumo tendem as coisas a tomar quando decidimos esquecer, apagar, o melhor e o pior de um tempo que passou. Ou do nosso. Lá saberá, kika, se valerá a pena, para si, alinhar com tempos e poderes em que se queimaram e queimam livros.
Sinto-me extremamente privilegiada que o Sr. Costa tenha
perdido o seu tempo a responder a um tão insignificante
comentário da minha pessoa.
Pediu-me já faz uns anos de não interferir nos seus comentários
o que respeitei até hoje.
Sabe o que vai na minha cabeça entre outras coisas ?
O amor de mãe ! Quem não o sentiu é que se permite de afirmar que
são poucas as mulheres que gostam do amor.
Não cancelo coisa nenhuma e longe de mim a ideia de queimar livros .
Reconheço que a ideia de utilizar um para acender a lareira foi idiota.
Contrariamente ao Sr. Costa eu não lhe vou pedir para não interferir nos
meus miseráveis comentários , mas se puder evitar agradeço .
Seria insuportável me sentir tão inferior.
O seu comentário inicial e este outro a que agora respondo (os do passado, não os recordo) não são miseráveis nem insignificantes. São de um assustador fundamentalismo, de verdadeira cegueira farisaica. E não revelam qualquer inferioridade. Revelam, isso sim, um ser perigoso.
Quem invoca o amor de mãe para desqualificar liminarmente os outros e fundamentar, também sem mais, uma posição taxativa e extraordinariamente depreciativa sobre o que outra pessoa (homem, está claro), numa brevíssima linha e desconhecendo-lhe o contexto, escreva sobre o amor – sem a menor garantia de que escreva sobre o amor materno e a quase certa probabilidade de que o não faça – tem, além de na verdade pouquíssimo respeito por essa forma máxima de amor, usando-a como pura arma de arremesso, sem dúvida um fundo de cancelamento militante e extremo, subjazendo a tudo o que “pense” e afirme. Isto de cultura de cancelamento nem é afinal coisa tão recente quanto isso. Só a designação o será.
Já não me lembrava disso de lhe ter pedido que não respondesse a comentários meus. Há-de ter sido há uns bons anos, decerto e, perdoar-me-á, não vou perder tempo a procurar localizar o momento e o fundamento. Mas agradeço-lhe por mo ter recordado. É que terei tido, sem a menor dúvida, muito boas razões para tanto.
De modo que, agradecendo-lhe também por admitir a idiotia (e sendo bem moderado nas palavras) do seu comentário quanto ao destino que daria ao livro em causa, creia que tudo farei para não a incomodar nos seus ódios militantes. Ou seja no que for.
Fiquemos então por aqui.
Ó Costa não te deixes ficar! A Kika está a fazer bullying.
Tinha a certeza que não se recorda.
Foi num postal da Teresa Ribeiro aquando
da sua viagem a Myanmar.
Tenho todos esses defeitos que me concede .
e nem sou militante de coisa nenhuma.
Não suporto a pretensão e a arrogância de certas pessoas
e esse é outro dos meus defeitos.
Fiquemos então por aqui
Cuida-te Costa!!!
Cuidado com essa Kika que faz parte da pandilha feminista.
Quem diria que uma pessoa tão insignificante
como eu provocasse tanto medo entre estes
cavalheiros tão cultos e inteligentes.
Se são carecas façam atenção e não saiam sem
chapéu , este calor é mais perigoso que eu.
Portugal está cheio destas feministas de ar superior que pensam que sabem o que os homens gostam. As mulheres tem a mania de meter o bedelho em assuntos de elevada complexidade como se tivessem a capacidade de entendimento da coisa. Este país precisa de reeducar o papel sexual do homem e da mulher na sociedade.Todos sabemos que o amor é uma utopia provinciana. O que conta é a natureza sexual e a sua capacidade reprodutora de forma a manter a espécie a superfície da terra. E se quer saber mais o amor é para totós!!!!
António Martins
O Sr. Martins de mão dada com o Sr. Costa

Que lindo par de jarras
Livrai-nos Senhor das lésbicas, agora e na hora da nossa morte. Digo isto porque pelo carácter das que conheci até o mafarrico fugiria delas a penates e a benzer-se.
Só falo das que conheci, meia dúzia, logo não é homofobia. Presumo que haja muita santa por aí de olho meloso na vizinha. Eu é que já estou servido.
Passam a vida a benzerem-se por terem culpas
no cartório será?
Como é que o Sr. chegou às lésbicas ?
Obsessão ou paranóia?
Nada no postal nos leva a pensar em lésbicas ,
só mesmo nos espíritos obscenos , doentios e mal
formados como vossa excelência demostra no seu
ridículo comentário.
Eu conheci ao longo da minha vida diversas lésbicas (pelo menos quatro), e não tenho nada a queixar-me de qualquer delas. Eram todas boas pessoas, com quem tive boas relações.
Há também algures no livro “Justiça” de Friedrich Duerrenmatt uma frase sobre pessoas que falam muito do amor mas que na verdade não amam ninguém a não ser a si mesmas.
Dito assim, descontextualizado, até parece que as mulheres são umas egoístas. “Gostam de ser amadas”. Pois a mim parece-me gosto comum à espécie. Do amor não se gosta, o amor é uma abstracção; gosta-se de alguém em particular. E desse gosto faz também parte o gostar de ser amada/o, mas quem não gosta?!
Bunga bunga, importante é comer ou ser comido, 😛