«Na vida, para se perceber, mas perceber verdadeiramente, como são as coisas deste mundo, deve-se morrer pelo menos uma vez. E então, uma vez que é essa a lei, o melhor é morrer quando ainda se é novo, quando se tem ainda tempo, diante de si, para se aguentar no balanço e ressuscitar.»
Giorgio Bassani, O Jardim dos Finzi-Contini
(Quetzal, 2010. Tradução de Egito Gonçalves


Extraordinário conselho. Há muitas formas de morrer e de ressuscitar, percebo perfeitamente a metáfora. As experiências limite, impostas ou procuradas, são a melhor forma de reequacionar as prioridades da vida.
É um belíssimo romance, Ana. Um dos melhores que li este ano (e li vários muito bons). Com uma excelente tradução do poeta Egito Gonçalves. E uma deslumbrante capa, assinada por Rui Rodrigues. Felizmente ainda há quem saiba desenhar capas nas edições portuguesas.
E percebemos isto tarde, não é? Mas trata-se de uma simples e (extra)ordinária verdade.
Precisamos mesmo de «morrer» para voltarmos a ser quem somos… e ainda bem! Tipo carta da morte, no Tarot.
Contudo… esse pormenor do cedo é essencial. Digo isso muitíssimas vezes… aos filhos dos meus amigos… gosto de os avisar…
E faz muito bem, Chloé.