
«Só um cego não vê como é irónica a situação em que a espécie humana se colocou ao tentar ditar o seu próprio destino e eliminar o acaso. Ajoelhou-se perante a História; ora, a História é um deus cruel. Hoje, as ordens que saem dos lábios desse deus são proferidas por astutos capelães que se esconderam na sua carapaça oca. Os olhos do deus foram feitos de maneira que lhes permita vigiar o homem onde quer que ele vá; não há como lhes escapar.»
Czeslaw Milosz, A Mente Aprisionada (1953), p. 279
Ed. Cavalo de Ferro, 2019 (2.ª ed). Tradução de Miguel Romeira

A mente aprisionada é um livro único ou faz parte de uma trilogia ou de um conjunto de livros?! Agradeço uma resposta rápida!!
Não faz parte de trilogia.
Tudo certo, muito obrigada Pedro, fica bem e boa semana,
Igualmente, Madalena.
Este é um autor que ainda me falta ler.
O l de Czeslaw tem um tracinho a meio. Lê-se u em vez de l.
É lamentável que se edite um autor sem ter o cuidado elementar de escrever corretamente o seu nome.
É um livro que deve ser lido por todos!
Há uma passagem quando ele fala de “Beta , o Amante Desiludido” que me marcou muito e que não deixa de ser o que andamos a “viver” hoje em dia:
“Mas o hábito da civilização é frágil: basta uma súbita mudança e circunstâncias e a humanidade regressa à selvajaria primitiva”
O Homem é livre mesmo quando confrontado com o acaso. Não podemos cair na armadilha do esquerdismo tonto: as comunidades não são rebanhos e não precisam de pastores. A História não é o templo, é o tempo!
Jorge Sousa