
«A comunicação é bem mais difícil entre pessoas que falam a mesma língua mas pensam de formas muito diferentes do que entre pessoas que falam línguas diferentes mas têm ideias semelhantes.»
Marco Neves, ABC da Tradução, p. 152
Ed. Guerra & Paz, 2020

«A comunicação é bem mais difícil entre pessoas que falam a mesma língua mas pensam de formas muito diferentes do que entre pessoas que falam línguas diferentes mas têm ideias semelhantes.»
Marco Neves, ABC da Tradução, p. 152
Ed. Guerra & Paz, 2020
A problemática da língua rica na boca de um pobre.
A utilização da língua não está ligada nem à riqueza nem à pobreza.
Um pobre pode conhecer e utilizar mais palavras que um rico.
Uns textos abaixo, Pedro Correia, falou da riqueza lexical do Malhadinhas.
Alves Redol, por exemplo, utilizava linguagem muito específica dos pobres, nos Avieiros para ilustrar o que acabo de dizer.
Na língua não há distanciamento social tal como num beijo na boca não há distanciamento físico.
Correcto, Pedro. Por coincidência que assinalo com gosto, um dos próximos livros que merecerão destaque na minha série Grandes Romances é precisamente de Alves Redol. Grande escritor injustamente esquecido.
Tema importante. “traduttore, traditore”. Por vezes a tradução até é melhor escrita que o original. Mas que é alhos vs bugalhos, lá isso é.
Por vezes acontece, sim. Há o caso clássico das Minas de Salomão – em que a versão portuguesa, do Eça, será superior ao original de Rider Haggard.
Um assomo de aforismo que o autor do livro invoca como argumento de forma inacreditavelmente displicente.