Leituras


Pedro Correia,

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«Tal como no momento de vir ao mundo, ao morrer temos medo do desconhecido. Mas o medo é algo interior que não tem nada a ver com a realidade. Morrer é como nascer: uma mudança apenas.»

Isabel Allende, A Casa dos Espíritos (1982), p. 225

Ed. Sábado, 2008. Colecção Biblioteca Sábado, n.º 26. Tradução de Carlos Martins Pereira

14 comentários em “Leituras”

  1. Será?
    Não me lembro do que senti quando nasci, desconheço o que sentirei na hora da morte.
    O Fernando António Nogueira dizia que a morte é só deixar de ser visto, quando dobramos a curva no fim da estrada…
    Não sei, apenas sei que nada nos consola quando perdemos quem amamos.
    🎄
    Maria

    1. desconheço o que sentirei na hora da morte

      A hora da morte propriamente dita não interessa muito. O que interessa são os dias que a antecedem, em que acreditamos poder vir a morrer em breve e o tememos. Eu já estive nessa situação, e recordo-me de que tive medo.

    1. “disse coisas mais interessantes.”
      É impossível dizer coisas interessantes sobre a morte (exceptuando o que estou agora dizer).

      1. Exacto. O que ele disse de interessante é que só o Ser é e que portanto não há nada para dizer sobre o não-ser.

  2. Não me lembro desse excerto, vi o filme primeiro e só muito mais tarde li o livro e este depois de um interregno de largos anos após romper com a escritora na sequência da depressão que apanhei ao ler Paula.

      1. Não leia, Pedro, até porque julgo saber que tem uma filha.
        Eu li-o na minha fase Isabel Allende, em que li tudo o que estava editado por cá.
        Paula era a filha dela, que morreu muito jovem com uma doença rara.; é um livro profundamente triste, comovente, mas cheio do inigualável amor de mãe.
        Não sei como ela conseguiu escrevê-lo, penso que foi uma espécie de catarse, mas quando o li, há trinta e muitos anos, soube que nunca mais voltaria a lê-lo e doei-o à biblioteca.
        🎄
        Maria

  3. Bom livro. Li-o quando rodaram cá o filme. O meu irmão mais novo fazia figuração e acompanhei-o ao set na esperança de ver o Jeremy Irons. Não tive sorte nenhuma. O filme foi bem adaptado, mas falta-lhe o “espírito” que se percebe presente durante toda a leitura.

    1. Bom dia, Dulce. Ando a fazer a lista dos melhores romances do século XX – de todos os anos, sem falhar um. Este é o melhor romance de 1982.
      Aliás não é uma lista, mas duas. Uma só para autores portugueses, outra só para autores estrangeiros.
      A lista “estrangeira” está mais adiantada. Só tem três anos por preencher.

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