Leituras


Pedro Correia,

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«As mulheres não procuram o homem bonito. As mulheres procuram aquele que teve mulheres bonitas. É portanto um erro fatal ter uma amante feia.»

Milan Kundera, O Livro do Riso e do Esquecimento (1979), p. 19

Ed. Dom Quixote, 1986 (3.ª ed). Colecção Ficção Universal, n.º 7. Tradução de Tereza Coelho

16 comentários em “Leituras”

  1. Por isso é que troco de mulher de 5 em 5 anos, quando esta começa a ficar feia arranjo outra mais nova e ainda mais bonita.

      1. Tem razão: não funciona ao contrário. Por isso seria palerma. Sucede que também não funciona na versão original, só disso se convencendo rapazes adolescentes, homens que nunca amadureceram ou velhos senis.
        E como piadola, seria francamente fraquinha.

        Bom fim-de-semana. 🙂

  2. Mais um que escrevia com máximas: os homens isto, as mulheres aquilo, o mar é infinito, o sol aquece até a alma de um danado e o raio que o parta. Letras para grandes superfícies.

    1. Pacotilha de supermercado!
      Isto está a chegar a um ponto, que a beleza já não é fundamental:ou tens dinheiro ou não tens dinheiro e senão tens es feio.

  3. acontece que o homem bonito normalmente tem muitas mulheres , às vezes ao mesmo tempo -:)
    e alembrei-me de uma coisa : um homem rico nunca é feio…

  4. A Primavera de Praga: os amores adiados, traídos, oprimidos pela política – até no exílio. A política – sempre a política! Ou quando as palavras não significam nada e se tornam um mero jogo que justifica o afastamento. De alguma
    forma isto acontece com todos nós – noutros lugares e noutro tempo: quando nos tornamos adultos muito respeitáveis, há uma força – talvez seja só inércia – que nos impele ao afastamento daquelas pessoas com quem partilhamos os sentimentos mais desnudados. Essas recordações assolam-nos como uma espécie de vergonha, ou simplesmente pudor; deixam-nos desconfortáveis e atiram-nos para o isolamento do esquecimento. As paixões e as amizades da juventude são muito sentimentais e cumulativas. Logo que nos tornamos adultos sentimos necessidade de apagar o histórico – de criar uma nova narrativa mais conforme com os novos desafios e expectativas, algo mais controlável, sem surpresas desagradáveis! A cola que une os jovens é a cumplicidade no sentimento; a que une os adultos é a cumplicidade no interesse – intelectual, socio-economico, profissional ou político.
    (A misogenia não é declarada, é apenas uma consequência. Seria naturalmente homofobia se a disposição dos personagens fosse outra. É a política, estúpido!)
    O Bem é transcendente, metafísico; em suma: é ético – está fora da totalidade do Eu. Não é um conceito, é uma ideia, é Infinito que escapa ao logos. É o descentramento do em-si-mesmo – é a leveza do ser! O Mal é ontológico, é a natural expansão da totalidade do ser em constante confronto ou guerra com a alteridade. O Bem num contexto mais existencialista é um fardo porque a ética não precede a ontologia, antes são simultâneas – é peso existencial.
    Se este é algo sorumbático, já o “Livro dos Amores Risiveis” é atravessado pela luz: o bom humor e a ironia estão cheios de graça.

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