
«Já pensaste alguma vez que começamos a morrer assim que nascemos? Mas há muita espécie de mortes. Nem todas, porém, se parecem com a degradação mascarada.»
Fernando Namora, Os Clandestinos (1972), p. 168
Ed. Círculo de Leitores, 1979

«Já pensaste alguma vez que começamos a morrer assim que nascemos? Mas há muita espécie de mortes. Nem todas, porém, se parecem com a degradação mascarada.»
Fernando Namora, Os Clandestinos (1972), p. 168
Ed. Círculo de Leitores, 1979
Desde o Início, Todos Nós Caminhamos Inevitavelmente desde que Nascemos para a Morte, Vivemos as nossas Vidas, mas no Fim Algumas Vidas Ficam para a Eternidade.
E são Essas Vidas que ficaram para a Eternidade, que dão Esperança de Vida ás Nossas que Hoje vivemos.
Bocage
Já Bocage não sou!… À cova escura
Meu estro vai parar desfeito em vento…
Eu aos céus ultrajei! O meu tormento
Leve me torne sempre a terra dura.
Conheço agora já quão vã figura
Em prosa e verso fez meu louco intento.
Musa!… Tivera algum merecimento,
Se um raio da razão seguisse, pura!
Eu me arrependo; a língua quase fria
Brade em alto pregão à mocidade,
Que atrás do som fantástico corria:
Outro Aretino fui… A santidade
Manchei!… Oh! Se me creste, gente ímpia,
Rasga meus versos, crê na eternidade!