Leituras


Pedro Correia,

500x[1].jpg

 

«A liberdade é assim. Só é bonita enquanto não a temos ou quando a perdemos. Como é jóia de custo e muito cobiçada, é preciso merecê-la e saber usá-la.»

Henrique Galvão, Kurika (1944), p. 60

Ed. Cotovia, 2008. Colecção Biblioteca Editores Independentes, n.º 50

11 comentários em “Leituras”

    1. Esqueci-me das referências:

      “Por uma razão de inteligência e não simplesmente por motivo duma paixão de meridional fui sempre um partidário sincero e desinteressado do movimento do 28 de Maio e da ditadura militar.”

      Declarações de Henrique Galvão à sindicância sobre os acontecimentos de 12 de Agosto de 1927

  1. “…é preciso merecê-la e saber usá-la! “

    Tenho 85 anos, sou do tempo da pouca liberdade… Sou uma mãe e avó que ensinou aos seus filhos e netos: liberdade sim, mas com responsabilidade.

  2. É interessante esta afirmação. Não só no contexto em que foi proferida como na interpretação que hoje devemos fazer no contexto em que vivemos.
    Traduzo:
    Ninguém escolhe a liberdade para os outros nem se pode assumir como sinaleiro do que convém aos outros.

    No contexto da actual pandemia, onde se assiste a uma histérica e paranóica onda de restrições pouco efectivas, e tendo em conta o aumento dos casos que surgem por toda a parte, é de uma atitude ditatorial, direi mesmo genocida, que existindo uma vacina que dá provas de segurança e efectividade a sua disponibilização para quem queira seja obstruída só porque tem o nome de Sputnik V e é fabricada do outro lado da cortina que o Ocidente pretende construir.
    Creio que estamos na altura de os povos fiscalizarem seriamente os seus governos e começar a pedir explicações para esta ocorrência: a começar por Portugal, pedindo às diferentes autoridades que fundamentem inequivocamente suas opções.

  3. Henrique Galvão foi, no mínimo, uma extraordinária personagem portuguesa que apesar de, por quase 3 décadas ter apoiado o regime “autoritário” (designação adoptada por mim, apenas para evitar polémicas sem sentido – autoritário ou fascista, apenas é uma daquelas questões semânticas!), quando foi confrontado com a realidade da política colonial do regime, teve a coragem de levantar a sua voz e quando até não foi ouvido, passou a acção.
    Angola deve-lhe muito mas Portugal, até lhe deve mais…
    Kurika terá sido escrito numa fase de transição do seu extraordinário percurso pessoal. Graças a deus, ele até foi um traidor!

      1. Ali o tenho, juntamente com o Vagô e o Impala, qual trilogia. Também lá estão o ” Da Vida e da Morte dos Bichos ” e os dois volumes da Caça no Império Português, mais outros dois do Outras Terras,Outras Gentes, o Sol dos Trópicos,o Império Ultramarino Português, enfim, livros dum personagem contraditório e fascinante.

        Bom dia e abraço, Pedro

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *