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«A orfandade tanto aos trinta como aos dez anos deixa-nos sempre mais fracos e desprotegidos.»
Teresa Veiga, A Paz Doméstica, p. 126
Ed. Cotovia, 1999
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«A orfandade tanto aos trinta como aos dez anos deixa-nos sempre mais fracos e desprotegidos.»
Teresa Veiga, A Paz Doméstica, p. 126
Ed. Cotovia, 1999
E, como os Dupont, eu diria mesmo mais, “a orfandade deixa-nos sempre desprotegidos e mais fracos”, o estado conta tudo.
É o oposto da violência doméstica.
99,99% da literatura portuguesa são sentenças
Direi isso dos tribunais judiciais portugueses.
isso seria óptimo — mas suspeito bem que 99,99% dos acordãos são fábulas e histórias da carochinha
Os do ex-desembargador Rangel – esse “capuchinho vermelho” – seriam, seguramente.
Gosto muito, muito, da Teresa Veiga, ou seja, tendo a acreditar em 99,99% do que ela escreve.
🌿🌼
Maria
Gostei muito deste romance. Foi uma boa surpresa.
Ando a preparar uma empreitada: eleger o melhor romance português de cada ano do século XX.
O que me tem feito descobrir livros com uma qualidade de que eu nem suspeitava. Este, por exemplo.
Provavelmente o melhor de 1999.
Intrometo-me para recomendar os dois títulos de Teresa Veiga que tive a oportunidade de ler até agora: Uma Aventura Secreta do Marquês de Bradomín (também da Cotovia) e Gente Melancolicamente Louca (Tinta da China), ambos livros de contos. Uma escritora fantástica que merecia mais reconhecimento.
Obrigado pelas sugestões de leitura, Sara. Teresa Veiga é, de facto, sobretudo conhecida como contista – género literário de que muito gosto.
Mas, sem dúvida, passa com distinção no teste do romance. Com uma escrita límpida e clara, percorrida por uma suave ironia.
Merece ser mais lida e valorizada, sim.
Ambos lidos, Sara, embora eu tenha as edições da Tinta da China. Há anos tinha lido tudo o que encontrei dela na biblioteca (da Cotovia) mas não há nada como termos os nossos próprios livros, não é?

O facto de ela não querer aparecer (tal como a Ferrante) ajuda muito a ser uma ilustre desconhecida, penso eu.
A Tinta da China fez muito bem em reeditar a sua obra, e quem sabe se ao ler este post alguém mais se sentirá tentado a lê-la…
Maria