![rr2[1].JPG rr2[1].JPG](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2020/21732745_mhduB.jpeg)
«A solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós.»
José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis, p. 226
Ed. Caminho, 1984.
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«A solidão não é viver só, a solidão é não sermos capazes de fazer companhia a alguém ou a alguma coisa que está dentro de nós.»
José Saramago, O Ano da Morte de Ricardo Reis, p. 226
Ed. Caminho, 1984.
Talvez, livro de JS que mais gostei.
Embora tenha gostado muito do “Memorial” pela escrita barroca e descritiva.
Dos romances dele que li até agora, foi talvez também aquele de que mais gostei.
É não chegar ao outro.
Interpretando a frase citada a solidão nada tem a ver com o outro tem a ver com o “eu”.
Pior que não chegar ao outro (algo que o texto não refere) é quanto não ouvimos a nossa voz interior.
Gostei muito do livro pelo enquadramento histórico, pela forma como Saramago foi menos Saramago não se impondo às personagens.
No “ensaio sobre a cegueira” por exemplo, todo o livro enferma duma “moral saramaguiana” neste livro isso é menos de visível; é um livro que respira melhor, que se lê muito bem; um bom livro (tendo em consideração quem o escreveu).
Quando escrevi a frase acima, pensei acrescentar ‘e a nós próprios’ a seguir à palavra ‘outro’ e também o ‘vice-versa’. Mas pensei segunda vez, e cheguei à conclusão que chega dizer ‘é não chegar ao outro.’