
«Um minuto inteiro de felicidade! Afinal não basta isso para encher a vida inteira de um homem?»
Fédor Dostoievski, Noites Brancas (1848), p. 140
Ed. Europa-América, 1973. Colecção Livros de Bolso Europa-América, n.º 52. Tradução de Carlos Loures

«Um minuto inteiro de felicidade! Afinal não basta isso para encher a vida inteira de um homem?»
Fédor Dostoievski, Noites Brancas (1848), p. 140
Ed. Europa-América, 1973. Colecção Livros de Bolso Europa-América, n.º 52. Tradução de Carlos Loures
… podia estar na secção li o livro e vi o filme, do grande visconti…
Já passou por cá, há oito meses…
a-li-o-livro-e-vi-o-filme-252-10595104
https://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/j
Também vi a lindíssima versão do Bresson- Quatro Noites de um Sonhador
Claro que não basta!
Esta afirmação parece-me (como já alguém disse) manifestamente exagerada.
Já agora, li o livro e vi o filme e, se bem me lembro, gostei mais do filme.
⚘
Maria
Também eu, Maria. Achei o livro decepcionante.
O que primeiro me entra pelos olhos não é tanto a obra nem o autor mas o objecto livro, o “lb” no fundo com o símbolo da editora na barriga do “b” e a expressão “texto integral” em letra miudinha. É um livro de bolso Europa-América. Tenho algumas dezenas deles cá em casa. Foram porta de entrada para muitos autores num tempo em que cada livro procurado era descoberta, desejo, um degrau mais no mundo terrível e maravilhoso da literatura, do conhecimento profano. Lembro com saudade a sensação de abrir uma porta ou uma janela, de puxar uma cortina pesada em cada capa que abria, em cada livro acabado. Hawthorne, Camilo, Jorge Amado e Bernardim, Balzac, Cholokov, Florbela Espanca, e também Nietzsche, Descartes, Lenine… enfim. Passo os olhos pelos volumes na estante e recordo pequenas histórias da leitura de cada um deles, da sua compra, com uma familiaridade que poucos mais têm. E sinto cada um deles como um apêndice, uma parte de mim.
Muito bem, excelente comentário. Revejo-me no que escreveu.