![250x[1].jpg 250x[1].jpg](https://delito.brucke-multimedia.com/images/2019/21555547_MoF7c.jpeg)
«É verdade que os valores de “pátria”, “patriotismo”, “sentimento nacional”, pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda. É um erro funesto. Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.»
Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade (1978), p. 65
Ed. Gradiva, Lisboa, 2018

Não me recordo já do ano em que o li, o livro, mas o que ficou, assim em imediato, foi aquilo de vivermos (os portugueses) como ricos, não o sendo (sorry, não recordo já a frase exacta, mas isso é redundante, a ideia era esta, os factos, também, não generalizando, cousa que abomino sobremaneira).
Não importa sê-lo. O importante é parecê-lo.
Seria assim, nos idos de 78. Anos depois, e por estes dias, o PC repetiria e repete à náusea a indispensabilidade de “políticas patrióticas e de esquerda” (pois só estas, evidentemente, o podem ser). Há portanto bons e maus nacionalismos. E o internacionalismo foi à vida; e sem o laborioso aborrecimento de “teses” de centenas ou milhares de páginas.
O que se integra plenamente nos valores e fundamentações dessa gente: tal como um morto poderá ser um mártir a idolatrar infinita e fanaticamente; e um milhão de mortos uma inevitabilidade menor, e a ignorar, de um glorioso processo revolucionário.
Costa
Costa, basta lembrar as políticas coloniais da Esquerda Republicana, após o massacre real.