Leituras


Pedro Correia,

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«É verdade que os valores de “pátria”, “patriotismo”, “sentimento nacional”, pelo seu teor afectivo, de cariz irracional, não costumam ser reivindicados pela esquerda. É um erro funesto. Nenhuma revolução triunfou com argumentos meramente ideológicos.»

Eduardo Lourenço, O Labirinto da Saudade (1978), p. 65

Ed. Gradiva, Lisboa, 2018

4 comentários em “Leituras”

  1. Não me recordo já do ano em que o li, o livro, mas o que ficou, assim em imediato, foi aquilo de vivermos (os portugueses) como ricos, não o sendo (sorry, não recordo já a frase exacta, mas isso é redundante, a ideia era esta, os factos, também, não generalizando, cousa que abomino sobremaneira).

  2. Seria assim, nos idos de 78. Anos depois, e por estes dias, o PC repetiria e repete à náusea a indispensabilidade de “políticas patrióticas e de esquerda” (pois só estas, evidentemente, o podem ser). Há portanto bons e maus nacionalismos. E o internacionalismo foi à vida; e sem o laborioso aborrecimento de “teses” de centenas ou milhares de páginas.

    O que se integra plenamente nos valores e fundamentações dessa gente: tal como um morto poderá ser um mártir a idolatrar infinita e fanaticamente; e um milhão de mortos uma inevitabilidade menor, e a ignorar, de um glorioso processo revolucionário.

    Costa

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