
«Um homem que não trabalha tem demasiado tempo disponível, tempo de sobra para se fechar consigo próprio e com os seus problemas.»
Raymond Carver, Queres Fazer o Favor de te Calares? (1976), pp. 129/130
Ed. Teorema, 2004. Colecção Outras Estórias. Tradução de Carlos Santos

Now —
Alone with yourself,
Paired in your own knowledge,
Amid a hundred reflections
Before your false self,
Amid a hundred dubious
Memories,
Weary from every hurt,
Chilled by every frost,
Strangled by your own rope,
Self-knower!
Self-hangman!
(Não encontro versão em português e estou andando)
https://www.wook.pt/livro/o-direito-a-p reguica-paul-lafargue/18954763
Debruçando-se sobre a devoção ao trabalho que arrebatara os operários da época, o autor punha em causa a universalidade e a historicidade deste absurdo zelo, numa sociedade em que o indivíduo se abstinha do seu tempo livre em nome da sobreprodução e da acumulação obsessiva. Leitura imprescindível nos tempos que correm, O Direito à Preguiça é um eloquente manifesto contra o vício do trabalho, que corrompe as faculdades humanas, e em defesa da liberdade fundamental de empregarmos o tempo a nosso bel-prazer.
Além de outros afazeres,comer,beber,fornicar,ler,escrev er,arranjar as moedinhas para tantos labores.