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«Enquanto vivemos uma felicidade, sentimo-lo dificilmente. Só quando ela passou é que olhamos para trás e sentimos subitamente – por vezes com surpresa – como éramos felizes.»
Nikos Kazantzaki, Zorba, o Grego (1946), p. 68
Ed. Clube Português do Livro e do Disco/Ulisseia, Lisboa, s/d. Tradução de Fernando Soares. Colecção Romances do Nosso Tempo

Será? Agora vou reflectir!
O que foi bom na nossa vida não é imediatamente percepcionado. Por vezes é preciso que passe um tempo após os momentos felizes e que outros menos favoráveis relativizem o nosso juízo. Tal e qual como na História: esta só é possível com distanciamento temporal.
Distanciamento temporal não implica distanciamento pessoal. E é este que importa para uma boa história
Os factos têm que ser lidos após maturação.Estou de acordo em que, a pretexto do tal distanciamento temporal, não se reneguem,sem mais, convicções nem se adulterem os factos em si. Rigor e verdade -conceitos discutíveis- Têm que contar a história da qual podemos, ou não, fazer parte.
Daí a desnecessidade da fotografia.