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«Se todos os casamentos do mundo fossem exclusivamente inspirados por sentimentos românticos, a que não se aliassem motivos de vantagens materiais, há muito já a raça humana teria deixado de existir.»
Lloyd C. Douglas, Sublime Obsessão (1929), p. 106
Ed. Minerva, Lisboa, s/d. Tradução de João Amaral Júnior

Isso é um “cadinho” para o deprimente, não?!
Eheheh… digamos que sim.
Pois, quer-se dizer, eu não li o livro, mas ainda (acho) que deve haver “não sei aonde” , Amor e Paixão.
Não, não me perguntem aonde…
Muito correta observação.
É em particular por isso que o direito ao casamento homossexual não tem a ver (apenas) com a luta contra a homofobia; tem a ver simplesmente com os direitos iguais que todas as pessoas devem ter a procurar as “vantagens materiais”.
Olha outro que pensava que para procriar é necessário estar casado…
Mas sim, o casamento é e sempre foi um contrato social com vantagens para ambas as partes, de tal forma que quando não alcançadas permitiam a quebra de tal contrato mesmo antes de o divórcio ser legalmente fácil. Claro que “as partes” não eram/são sempre os nubentes, mas esse é um pormenor.
Finalmente, “raça humana”. Em 1929, escapa. Mas ainda há quem hoje confunda espécie e raça, raça e etnia, etnia e religião, e umas quantas variações mais em tom menor. Oh, raça de gente!