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«Somos todo estranhos para nós próprios, e, se temos alguma noção de quem somos, é só porque vivemos dentro dos olhos dos outros.»
Paul Auster, Diário de Inverno, p. 129
Ed. ASA, 2012. Tradução de Francisco Agarez
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«Somos todo estranhos para nós próprios, e, se temos alguma noção de quem somos, é só porque vivemos dentro dos olhos dos outros.»
Paul Auster, Diário de Inverno, p. 129
Ed. ASA, 2012. Tradução de Francisco Agarez
O propósito da nossa consciência não é obrigar-nos,pelo remorso, com a verdade. É fazer-nos crer nas mentiras que são as nossas verdades. Assim convencidos da verdade da nossa mentira mais facilmente convecermos o outro do seu engano.
“Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” [???]
Mais subtil que isso. Somos capazes de acreditar nas nossas próprias mentiras sem disso nos apercebermos
Como é o caso do nosso ex-primeiro-ministro, José Sócrates! 🙂
Tive a minha fase Paul Auster. Li montes de livros seus, desde Leviathan, até à Trilogia de Nova York, sempre com interesse renovado, até chegar aos dois últimos: ‘O Livro das Ilusões’ ainda li com razoável interesse, mas ‘Inventar a Solidão’, apesar do título sugestivo, fez-me parar com a leitura de obras deste autor. Algo mudou, não sei se foi ele ou se fui eu . Deixei de me empolgar com a sua escrita.
Desde de 2004 que não leio nada de Paul Auster, imagine. (escrevo a data nos livros)
Um dia destes aventuro-me, novamente.
Gostei muito deste original livro de memórias de Paul Auster. Um dos melhores que tenho lido.
(Também assinalo sempre as datas em que leio os livros.)
O Harold Bloom deu cabo dele — de tal maneira que até eu me senti incomodado a ler aquilo.
Errata: foi James Wood no artigo “Shallow Graves” e não Harold Bloom, como escrevi no comentário em cima.