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«As vasilhas vazias são as que mais eco fazem e os cobardes palram mais que os homens de verdadeira coragem.»
Roger Lancelyn Green, As Aventuras de Robin dos Bosques (1956), p. 167
Ed. Dom Quixote, Lisboa, 1995. Tradução de Sara David Lopes. Colecção Biblioteca Juvenil Dom Quixote, n.º 8

Talvez eu seja uma vasilha vazia, que, primeiro que tudo, é um verdadeiro trava-línguas (experimente-se repetir a expressão, muitas vezes e muito depressa…).
Mas não posso ficar calado perante comentários que aqui foram feitos sobre a NOSSA vitória no Festival da Eurovisão.
Também há muitos que detestam o Mourinho e o Cristiano Ronaldo.
A competência e o êxito incomoda-os.
São os mesmos que rejeitam avaliações efetivas e consequentes nas suas carreiras profissionais, porque, alegam, fazem todos a mesma coisa e, portanto, concluem, são todos iguais!…
Se perdemos, somos coitadinhos, ninguém nos liga, é tudo uma fantochada.
Se ganhamos, é porque o que conseguimos não interessa é ninguém, não tem importância nenhuma, se calhar ninguém mais quis ganhar.
Ou seja, quer na vitória, quer na derrota, somos sempre deprimidos, hipocondríacos… ou então muito intelectuais, muito exigentes, para quem nada nem ninguém é suficientemente importante e valioso/valoroso… a não ser que seja estrangeiro.
Deixem-se disso e festejem o Festival!
Vão ver que são mais felizes!
Por que não desfrutarmos estas conquistas para, revigorados, travarmos outras batalhas, essas sim, ainda mais importantes, porque estruturantes?!
João de Brito
Há uma gralha ortográfica no meu comentário que, por tão óbvia, me dispenso de identificar.
João de Brito