Leituras


Pedro Correia,

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«A presença da Caixa nos mais variados negócios é o espelho das escolhas de sucessivos governos. “O Governo mandava e a Caixa fazia, não tinha outro remédio”, diz quem acompanhou o caso. Os negócios mais ruinosos aconteceram no consulado de José Sócrates, que levou os níveis de utilização da Caixa pelo Governo até ao limite. Porque a história do uso e abuso do banco público começa antes.

Além de participações em grandes empresas, que depois eram dadas como sendo privadas, a CGD financiou guerras entre accionistas no BCP, entrou na promoção imobiliária e nas parcerias público-privadas (PPP), lançou-se sozinha no projecto industrial de La Seda, agora falido, e enveredou – na sua área de negócio – por uma expansão ruinosa em Espanha. Isto se os números do banco no país vizinho reflectirem apenas o que lá se passa, o que não merece consenso.

Os empresários e banqueiros tinham na CGD a ferramenta para serem “donos” de empresas quase sem dinheiro. O dinheiro dos depositantes da Caixa entrava nas empresas como capital e como crédito. Para os governos, era uma maneira de controlar os empresários e banqueiros e de prosseguirem as suas estratégias de poder.»

Helena Garrido, A Vida e a Morte dos Nossos Bancos, p. 159

Ed. Contraponto, Lisboa, 2016

0 comentários em “Leituras”

  1. A nossa sorte é a banca privada.

    Os bancos controlados por investidores de Angola ou em que o capital angolano é preponderante representam uma quota de 30% da banca portuguesa – Veja mais em: https://www.dinheirovivo.pt/banca/capitais-angolanos-controlam-30-da-banca-nacional/#sthash.z7rnqDCE.dpuf

    https://www.dinheirovivo.pt/banca/capitais-angolanos-controlam-30-da-banca-nacional/

    Do New York Times, para Angola, full of love

    https://www.youtube.com/watch?v=BLAAkKOXZGM

  2. Helena Garrido ainda é directora do Jornal de Negócios?
    Os angolanos ainda detêm participação na Cofina?

    1. Primeira pergunta: não.
      Segunda pergunta: faça-a ao contrário. Melhor questionar em quantos órgãos de informação não há participação angolana – directa ou indirecta.

  3. No meu tempo muitos meios de comunicação social de referência tinham directa ou indirectamente participação de homens do presidente. Sr. Sobrinho, Sr. Mosquito e general Kopelipa. Mas se as coisas mudaram, ainda bem. Cumprimentos

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