Leituras


Pedro Correia,

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«O objectivo de qualquer artista é aprisionar o movimento, que é a vida, por meios artificiais, e retê-lo de modo a que um século mais tarde, quando um estranho olhar para aquilo, aquilo volte a ganhar o movimento da vida. Dado que o homem é mortal, a única imortalidade que lhe é possível é a de deixar atrás de si qualquer coisa de imortal por se manter em movimento.»

William Faulkner, Entrevistas da Paris Review, p. 79

Ed. Tinta da China, 2010. Tradução de Carlos Vaz Marques

0 comentários em “Leituras”

  1. Um livro magnifico que nos oferece um conjunto das mais que célebres entrevistas da “Paris Review”, de todas as que são apresentadas neste volume, a minha favorita é com Lawrence Durrell, já a Jack Kerouac revela-se como o espelho de uma +época. Um livro soberbo para quem gosta de conhecer melhor o universo bem pessoal dos escritores que nos preenchem o quotidiano.
    Cumprimentos

    1. É de facto um livro magnífico, que nos permite desvendar aspectos muito interessantes de grandes escritores. A de William Faulkner, que aqui destaco, foi talvez aquela de que mais gostei. Tal como a de Hemingway. Mas também as entrevistas a Durrell, sim. E as de Greene, Capote e Borges. A de Kerouac, como bem refere, reflecte toda uma época. Irrepetível.
      Não resisto a transcrever aqui mais um trecho das declarações de Faulkner: “É uma vergonha trabalhar-se tanto por esse mundo fora. O facto de um homem não poder fazer mais nada durante oito horas por dia, dia após dia, é uma das coisas mais tristes que é possível imaginar. Não se pode estar a comer e a beber durante oito horas por dia, nem se pode fazer amor durante oito horas – a única coisa que se pode fazer durante oito horas seguidas é trabalhar. Isto explica porque é que o homem provoca a si mesmo e aos outros tanto sofrimento e infelicidade.” (p. 74)

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