«O homem não é uma criatura instantânea, não é apenas um corpo físico e a reacção do momento. É um acervo inacreditável de recordações e sensações variadas, de fósseis e de excrescências corais. Eu não sou um homem que já foi um miúdo a olhar para uma árvore. Eu sou um homem que se recorda de ser um miúdo a olhar para uma árvore. Situa-se aqui a diferença entre o tempo, a fiada interminável de tijolos inertes, e o tempo, o retomar e a espiral.»
William Golding, Em Queda Livre, p. 39
Ed. Texto Editores, Lisboa, 2006. Colecção Grandes Autores. Tradução de Manuel Marques

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