«Flaubert e Zola, mestres de Eça de Queirós no Primo Basílio, embora romancistas sociais também, procedem fisiologicamente por observação exterior. Com efeito, Eça de Queirós renunciava a qualquer forma de observação interior para romancear fisiologicamente, por observação exterior, um caso de típica natureza social. De uma ideia congeminada sobre a mulher lisboeta e de um conceito de vida social extraído da observação da família alfacinha, conseguia o retrato de Luísa, mais ideia que mulher.»
João Gaspar Simões, Eça de Queirós, p. 170
Ed. Arcádia, 1961. Colecção A Obra e o Homem, nº 4

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