«Talvez em tempo algum da história de uma nação (incluindo a França revolucionária de 1789-1799 e a Rússia revolucionária de 1917-1928) tenha havido tantas pessoas agindo apenas movidas pela íntima convicção de uma consciência política como o povo espanhol durante os anos de 1931-1939. Os rituais das corridas de touros e a herança da Inquisição foram também elementos dramáticos da crueldade ostentada em toda a guerra. Mas a conjuntura das paixões políticas e ideológicas é certamente a sua principal explicação. Os que falam numa suposta crueldade natural dos espanhóis é porque esquecem as crueldades de que foram vítimas os lealistas durante a Revolução Americana (untados de alcatrão e, em seguida, cobertos de penas), as campanhas da Vendeia na Revolução Francesa, os aspectos que teve a segunda guerra mundial na Europa oriental, as matanças fanáticas que se deram nestes últimos anos na Argélia, em Angola e no Congo. Onde quer que os homens vejam os inimigos como seres que não pertençam, como eles, ao mesmo grupo privilegiado da espécie humana, surge sempre a mesma selvajaria.»
Gabriel Jackson, A República Espanhola e a Guerra Civil (1931/1939), volume II (1965), pp. 252/253
Ed. Publicações Europa-América, 3ª ed, 1973. Tradução de Luís Ardisson Pereira


Junte-lhe este «A guerra civil de Espanha, a União Soviética e o comunismo» de Stanley G. Payne, da Ulisseia.
Esse nunca li. Obrigado pela informação. Ando em fase de releituras de tudo quanto houver sobre a guerra civil de Espanha. É útil para entendermos muito quanto ainda lá se passa nos nossos dias.
Sem dúvida.
The Spanish Civil War: Revolution and Counterrevolution, de Burnett Bolloten. Enciclopédico, até no tamanho, mas sem dúvida o melhor que até hoje li sobre o conflito que dilacerou a Espanha. E já li umas coisas…
Abraço de amizade
Já anotado, meu caro Fernando. Um abraço. E espero vê-lo no próximo almoço.
http://www.imdb.com/title/tt1718608/epis odes?season=1&ref_=tt_eps_sn_1
A filha mais nova foi finalista em História este ano. Matéria a mais para tão pouco tempo… Bolonhices… Suporte de documentários como este ajudou bastante.
Tive dificuldade em conseguir os seis episódios, por não ser uma produção recente, mas é um conjunto bastante interessante e esclarecedor.
Não conheço. Mas quero conhecer sem demora.
Noam Chomsky fez, em American Power and the New Mandarins, uma crítica pungente a este livro. Um livro em que se fala do golpe franquista e da guerra, mas praticamente não se fala da revolução anarquista.
Perdoe-me o atrevimento das seguintes sugestões :
“Los mitos de la Guerra Civil”, Pio Moa
” Años de Hierro “, Pio Moa
” 1934 – Comienza la Guerra Civil”, Pio Moa
” Porqué la Republica perdió la guerra “, Stanley Payne.
Não só lhe perdoo como lhe agradeço. Muito.