«A ideia de que todo o escritor escreve forçosamente sobre si mesmo e se retrata nos seus livros é uma das puerilidades que nos foram legadas pelo Romantismo (…) As obras de um homem retratam muitas vezes a história das suas nostalgias ou das suas tentações, quase nunca a sua própria história, sobretudo quando se pretendem autobiográficas. Nenhum homem ousou jamais pintar-se tal como é.»
Albert Camus, cit. por Marcello Duarte Mathias, in A Felicidade em Albert Camus, pp. 181/182
D. Quixote, 3ª edição, 2013


Suponho que os tempos – felizmente – mudam e dá-me especial prazer algum destaque que a obra (e pensamento) de Camus tem recebido, por comparação com o escritor menor mas bastante mais badalado que foi Sartre.
Subscrevo, Carlos.
E quando alguém retrata as suas nostalgias ou as suas tentações não está a escrever sobre si? Se escrevesse sobre mim ousaria muito mais retratar a minha realidade do que as minhas nostalgias. Quanto às tentações seguramente faltar-me-ia a ousadia.
O que verdadeiramente sou, são as minhas nostalgias e tentações. O resto é teatro.
Quanto a Camus: sempre!
Toujours.
Subscrevo, totalmente!!