Why Vladimir Putin has already lost this war. De Yuval Noah Harari, no Guardian.
Why does Putin have superfans among the US right wing? De Arwa Mahdawi, no Guardian.
21 comentários em “Leitura recomendada”
Como alguém consegue saber que Putin perdeu a guerra? Para começar está ganhá-la. E a maior parte dos países do mundo não vão punir a Rússia, vão continuar a comprar armas e matérias primas em Moscovo.
O artigo de Harari parte do princípio que Putin deseja conquistar a Ucrânia. Mas eu não creio que ele deseje tal coisa. Putin não deseja conquistar e ocupar a totalidade da Ucrânia. Pode desejar ocupar mais alguns pedacinhos pequenos dela, mas certamente que não a totalidade. Aquilo que Putin deseja é que a Ucrânia não caia na esfera de influência da NATO e não tenha armas perigosas no seu território. Mas, afora isso, Putin aceitará perfeitamente que a Ucrânia mantenha a sua independência e a grande maior parte do seu território.
balio, se alguma gente ligada a informação tem dificuldade em perceber isso, só percebe a “narrativa vigente nos média”. Outra narrativa não é admissível, provavelmente por isso é que nunca mais vimos nas televisões os dois majores generais (se calhar são nazis, comunistas, direitistas, sei lá!). Quem tb deve ter esses predicados todos deve ser o prof. José Pedro Teixeira Fernandes (investigador do IPRI-Nova da UNL) cujas análises sobre a Ucrânia, no Público, vão na mesma onda dos ditos majores generais.
Entretanto, a associação dos exportadores russos de cereais diz que as exportações russas caíram 60%, alegadamente devido a dificuldades de circulação no mar de Azov e nos rios que a ele vão dar. Quanto às exportações ucranianas de cereais, essas caíram para 0. Esses dois países exporta(va)m 20% do trigo nos mercados mundiais. Nem quero calcular a carestia que vai ser gerada, e as revoltas que ela irá criar. Países como o Egito ou o Paquistão alimentam-se fundamentalmente de trigo, em boa parte russo e ucraniano. E Portugal também depende crucialmente de cereais importados.
E o gás natural já ultrapassou o preço de setembro-outubro passado.
Em breve o mundo vai ver que as sanções à Rússia têm tanto efeito cá como lá. E também em muitos outros países, inocentes.
Há que recordar que, em 1941 e 1944, a União Soviética venceu, a muito custo, duas guerras contra a Finlândia. Mas o facto de as ter vencido não implicou que a URSS tenha pretendido ocupar a Finlândia. A URSS apenas ocupou uma muito pequena parte da Finlândia, perto de São Petersburgo (na altura, Leninegrado), e obteve da Finlândia um estatuto de neutralidade. Creio que aquilo que Putin deseja da Ucrânia é, a meu ver, mais ou menos o mesmo: ocupar uma muito pequena parte dela e garantir a sua neutralidade.
Comunas e fachos andam com a pipoca aos saltos, dando urras de alegria ao genocida russo. Caramba, nem quero imaginar como teria ido quando o camarada Adolfo espezinhou dois terços da Europa entre 1939 e 1941 de braço dado com o camarada Estaline. Não consigo distinguir os sabujos dos dois extremos. Para mim são manos siameses. Estes dias têm sido muito instrutivos, até por isto.
Caro Pedro, concordo inteiramente. Gémeos siameses irmanados no pensamento único… Nestes últimos dias, temos assistido ao melhor e ao pior da Humanidade. Não quero aqui sublinhar o melhor – porque está à vista. Não quero também “bater mais nos ceguinhos” pró – Putin, apodando-os do “pior”. Gostava só de lembrar que estar contra a política de Putin e do Kremlin (o homem não está sozinho, há lá muitos energúmenos que se beneficiam com este regime filho de Putin—) não pode ser estar contra o Povo Russo. Haja juízo – e evitem-se os atos de descriminação e agressão aos russos. Caramba!!! Não se ensina Democracia a ninguém com insulto e violência!! A geração mais nova, com acesso a fontes de informação diversas, não é propriamente “pró Putin”. As gerações mais velhas, nascidas e criadas sem acesso á informação e com o espírito embotado por décadas de propaganda, também tem uma margem de julgamento muito curta. Aflige-me pensar nos soldados russos com menos de 20 anos – que preparação têm eles para enfrentar a guerra da Ucrânia, Santo Deus?? Aflige-me pensar nas mães dos soldados russos que não sabem se os filhos estão vivos ou mortos… Aflige-me a pobreza estrutural da sociedade russa. Os que necessitam das remessas dos familiares emigrados para sobreviver… Se me dói a Ucrânia? Ah, podem crer que dói!! Mas isso não me faz esquecer que os russos, na sua generalidade, não são demónios. Não encarnam o mal… Comoveu-me o vídeo que circula, em que um muito jovem soldado russo feito prisioneiro chra ao telefone, com a mãe. E uma ucraniana tenta sossegar essa mãe aflita, dizendo-lhe que o filho está bem – ao mesmo tempo que confortam o pobre jovem com chá quente. Se uma ucraniana pode ter compaixão do inimigo, que sentido fazem os ataques verbais de portugueses aos russos? E infelizmente têm havido muitos, até a crianças na escola primária que o meu filho frequenta. Se queremos Paz, temos de Perdoar. Se queremos Democracia, temos de ser Tolerantes. Se queremos que os princípios civilizacionais do Ocidente vençam esta guerra, não podemos atuar como selvagens. Tenho dito!! 🙂
Disse bem. Aliás convém não esquecer que o primeiro opressor do povo russo é o próprio ditador Putin, cada vez mais entrincheirado no bunker do Kremlin. Nem se atreve a sair à rua.
Temos de reconhecer que foi graças ao Putin que a Europa conseguiu ultrapassar as divergências e unir os esforços. E também foi graças ao Putin que a Europa foi obrigada a clarificar a sua posição em termos de defesa europeia. Ainda há infelizmente muitos ditadores no mundo a oprimir os seus povos, este teve a triste ideia de tentar oprimir povos vizinhos, teve azar, vai perder muito mais do que aquilo que pensa que vai ganhar. Vamos ver se não vai provar do próprio veneno quando os oligarcas se virarem contra ele. Quem tudo quer tudo perde é um velho ditado que aqui se aplica na íntegra. O homem não está louco, está é completamente desfazado da realidade. Como o desenrolar dos acontecimentos não é para cardíacos, vamos aguardar com serenidade.
Sim, “abençoado”… Quando a guerra acabar lá vão os europeus descobrir que afinal, em vez de termos oito anos para resolver a crise climática, temos uns três ou quatro… E os oligarcas russos poderiam acabar a ver a sua riqueza comprometida, mas os oligarcas americanos e europeus continuarão a destruir o planeta a seu bel-prazer.
O demente do Kremlin está a destruir um Estado soberano com 44 milhões de habitantes, tendo já provocado o maior êxodo populacional na Europa desde a II Guerra Mundial, e apareces tu, travestido em Greta, muito preocupadinho com a “destruição do planeta”.
Mas, claro, nem balbucias uma palavra sobre o ataque da artilharia russa à maior central nuclear da Ucrânia, ocorrido esta noite. A primeira ofensiva deliberada contra uma central nuclear registada na História. O que só confirma a Rússia como Estado terrorista. Putin vai ter o destino do Milosevic, outro comprovado etnocida e genocida.
É só um interregno. Daqui a algum tempo os jornalistas fartam-se da guerra e viram a sua excelsa atenção para alhures. Pode ser a pandemia. A do covid, ou outra qualquer que entretanto surja, para benefício dos jornalistas.
Como alguém consegue saber que Putin perdeu a guerra?
Para começar está ganhá-la. E a maior parte dos países do mundo não vão punir a Rússia, vão continuar a comprar armas e matérias primas em Moscovo.
O artigo de Harari parte do princípio que Putin deseja conquistar a Ucrânia.
Mas eu não creio que ele deseje tal coisa. Putin não deseja conquistar e ocupar a totalidade da Ucrânia. Pode desejar ocupar mais alguns pedacinhos pequenos dela, mas certamente que não a totalidade.
Aquilo que Putin deseja é que a Ucrânia não caia na esfera de influência da NATO e não tenha armas perigosas no seu território. Mas, afora isso, Putin aceitará perfeitamente que a Ucrânia mantenha a sua independência e a grande maior parte do seu território.
Putin quer conquistar toda a Ucrânia. Para Putin* a Ucrânia não é um estado legítimo. Ele próprio o disse.
*e para muitos na Russia
balio,
se alguma gente ligada a informação tem dificuldade em perceber isso, só percebe a “narrativa vigente nos média”. Outra narrativa não é admissível, provavelmente por isso é que nunca mais vimos nas televisões os dois majores generais (se calhar são nazis, comunistas, direitistas, sei lá!). Quem tb deve ter esses predicados todos deve ser o prof. José Pedro Teixeira Fernandes (investigador do IPRI-Nova da UNL) cujas análises sobre a Ucrânia, no Público, vão na mesma onda dos ditos majores generais.
Entretanto, a associação dos exportadores russos de cereais diz que as exportações russas caíram 60%, alegadamente devido a dificuldades de circulação no mar de Azov e nos rios que a ele vão dar. Quanto às exportações ucranianas de cereais, essas caíram para 0. Esses dois países exporta(va)m 20% do trigo nos mercados mundiais. Nem quero calcular a carestia que vai ser gerada, e as revoltas que ela irá criar. Países como o Egito ou o Paquistão alimentam-se fundamentalmente de trigo, em boa parte russo e ucraniano. E Portugal também depende crucialmente de cereais importados.
E o gás natural já ultrapassou o preço de setembro-outubro passado.
Em breve o mundo vai ver que as sanções à Rússia têm tanto efeito cá como lá. E também em muitos outros países, inocentes.
Há que recordar que, em 1941 e 1944, a União Soviética venceu, a muito custo, duas guerras contra a Finlândia. Mas o facto de as ter vencido não implicou que a URSS tenha pretendido ocupar a Finlândia. A URSS apenas ocupou uma muito pequena parte da Finlândia, perto de São Petersburgo (na altura, Leninegrado), e obteve da Finlândia um estatuto de neutralidade.
Creio que aquilo que Putin deseja da Ucrânia é, a meu ver, mais ou menos o mesmo: ocupar uma muito pequena parte dela e garantir a sua neutralidade.
Que tal ler o que Putin diz e como o diz em vez de “crer”
Excepto que já não estamos em 1941…
tem fans na extrema-direita americana e no comentariado fascista do Delito de Opinião
Não há cordão sanitário que nos acuda…
Why does Biden have superfans among Portugal? Because they simply can´t resist to the lie.
Comunas e fachos andam com a pipoca aos saltos, dando urras de alegria ao genocida russo.
Caramba, nem quero imaginar como teria ido quando o camarada Adolfo espezinhou dois terços da Europa entre 1939 e 1941 de braço dado com o camarada Estaline.
Não consigo distinguir os sabujos dos dois extremos. Para mim são manos siameses.
Estes dias têm sido muito instrutivos, até por isto.
« ter muito esperto nos cabeça »
Caro Pedro, concordo inteiramente. Gémeos siameses irmanados no pensamento único…
Nestes últimos dias, temos assistido ao melhor e ao pior da Humanidade.
Não quero aqui sublinhar o melhor – porque está à vista.
Não quero também “bater mais nos ceguinhos” pró – Putin, apodando-os do “pior”.
Gostava só de lembrar que estar contra a política de Putin e do Kremlin (o homem não está sozinho, há lá muitos energúmenos que se beneficiam com este regime filho de Putin—) não pode ser estar contra o Povo Russo.
Haja juízo – e evitem-se os atos de descriminação e agressão aos russos. Caramba!!! Não se ensina Democracia a ninguém com insulto e violência!!
A geração mais nova, com acesso a fontes de informação diversas, não é propriamente “pró Putin”.
As gerações mais velhas, nascidas e criadas sem acesso á informação e com o espírito embotado por décadas de propaganda, também tem uma margem de julgamento muito curta.
Aflige-me pensar nos soldados russos com menos de 20 anos – que preparação têm eles para enfrentar a guerra da Ucrânia, Santo Deus??
Aflige-me pensar nas mães dos soldados russos que não sabem se os filhos estão vivos ou mortos…
Aflige-me a pobreza estrutural da sociedade russa. Os que necessitam das remessas dos familiares emigrados para sobreviver…
Se me dói a Ucrânia? Ah, podem crer que dói!!
Mas isso não me faz esquecer que os russos, na sua generalidade, não são demónios. Não encarnam o mal…
Comoveu-me o vídeo que circula, em que um muito jovem soldado russo feito prisioneiro chra ao telefone, com a mãe. E uma ucraniana tenta sossegar essa mãe aflita, dizendo-lhe que o filho está bem – ao mesmo tempo que confortam o pobre jovem com chá quente.
Se uma ucraniana pode ter compaixão do inimigo, que sentido fazem os ataques verbais de portugueses aos russos?
E infelizmente têm havido muitos, até a crianças na escola primária que o meu filho frequenta.
Se queremos Paz, temos de Perdoar. Se queremos Democracia, temos de ser Tolerantes. Se queremos que os princípios civilizacionais do Ocidente vençam esta guerra, não podemos atuar como selvagens.
Tenho dito!! 🙂
Disse bem. Aliás convém não esquecer que o primeiro opressor do povo russo é o próprio ditador Putin, cada vez mais entrincheirado no bunker do Kremlin.
Nem se atreve a sair à rua.
Temos de reconhecer que foi graças ao Putin que a Europa conseguiu ultrapassar as divergências e unir os esforços.
E também foi graças ao Putin que a Europa foi obrigada a clarificar a sua posição em termos de defesa europeia.
Ainda há infelizmente muitos ditadores no mundo a oprimir os seus povos, este teve a triste ideia de tentar oprimir povos vizinhos, teve azar, vai perder muito mais do que aquilo que pensa que vai ganhar.
Vamos ver se não vai provar do próprio veneno quando os oligarcas se virarem contra ele.
Quem tudo quer tudo perde é um velho ditado que aqui se aplica na íntegra. O homem não está louco, está é completamente desfazado da realidade.
Como o desenrolar dos acontecimentos não é para cardíacos, vamos aguardar com serenidade.
E entretanto nunca mais ninguém falou da pandemia. Tema varrido do mapa mediático e do discurso político.
Nem da pandemia, nem da seca, nem das alterações climáticas, nem da falta de recursos.
Abençoado Putin.
Sim, “abençoado”… Quando a guerra acabar lá vão os europeus descobrir que afinal, em vez de termos oito anos para resolver a crise climática, temos uns três ou quatro… E os oligarcas russos poderiam acabar a ver a sua riqueza comprometida, mas os oligarcas americanos e europeus continuarão a destruir o planeta a seu bel-prazer.
O demente do Kremlin está a destruir um Estado soberano com 44 milhões de habitantes, tendo já provocado o maior êxodo populacional na Europa desde a II Guerra Mundial, e apareces tu, travestido em Greta, muito preocupadinho com a “destruição do planeta”.
Mas, claro, nem balbucias uma palavra sobre o ataque da artilharia russa à maior central nuclear da Ucrânia, ocorrido esta noite.
A primeira ofensiva deliberada contra uma central nuclear registada na História. O que só confirma a Rússia como Estado terrorista.
Putin vai ter o destino do Milosevic, outro comprovado etnocida e genocida.
É só um interregno. Daqui a algum tempo os jornalistas fartam-se da guerra e viram a sua excelsa atenção para alhures. Pode ser a pandemia. A do covid, ou outra qualquer que entretanto surja, para benefício dos jornalistas.