Carta de Isabel Barradas a António Costa:
«Por que razão nos tornámos transparentes aos olhos da Direcção do nosso partido, partido que sempre defendemos, nos bons e nos maus momentos, enquanto militantes, e agora também enquanto eleitos dos órgãos nacionais?
Porque fazemos parte dos órgãos nacionais eleitos por uma tendência minoritária liderada pelo camarada Daniel Adrião?
Será que já se esqueceu, caro camarada, que também já foi minoria? E que apesar de ser minoria foi agregado e não excluído, isto no mais profundo respeito daquela que sempre foi a identidade e a cultura do Partido Socialista?»

Exacto, leitura recomendada. Como se desenrolam internamente, dentro dos partidos, estas pouco edificantes cenas típicas de um sistema partidário em que as listas dos deputáveis são um produto adequadamente elaborado pelo “caro camarada”. A democracia dentro dos partidos é assim.