Leitura recomendada


Pedro Correia,

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How Donald Trump lost the election. Na revista Time.

52 comentários em “Leitura recomendada”

  1. É uma má leitura. Mas aconselho a leitura para que se verifique que ela é mesmo má.
    1 – Inicia com deambulações e com ligações a outras notícias para concluir o que as notícias supostamente teriam apurado.
    2 – A partir do parágrafo 4º. os autores entram na ficção racista. E refiro ficção porque o problema do racismo na américa só surge em campanha eleitoral, mas nunca como programa efectivo de o minimizar. Os únicos que alguma coisa fizeram foram Martin Luther King e Kennedy. E ambos morreram, tal como os profetas, em “Jerusalém”.
    E acrescento: a América é essencialmente racista aonde não vê dinheiro; é precisamente por isto que os sistemas sociais funcionam por caridade das igrejas locais e não através de um programa governamental. E os democratas aquilo que de melhor conseguiram oferecer à comunidade negra foi o aborto: 20 milhões de abortos nesta comunidade. Significa isto que a comunidade negra representa 12% da população americana e 40% dos assassinatos totais das crianças nos ventres maternos. E isto começou precisamente com os democratas nos anos 70 em NY.
    3 – No parágrafo 5, 6, 7 e 8 entram na ficção covidiana. E digo ficção covidiana na exacta medida em que a Europa, e Costa em Portugal, se apegam mais à economia que à saúde da população. E fingem soluções de emergência para justificar que actuam onde se sabe que não actuam e agravam o problema.
    Na questão covidiana o mundo foi confrontado com 1 de 2 opções: ou a fome/ ruína ou a morte de alguns. E o mundo optou pela morte.
    Porém poder-se-iam evitar esse número de mortes confinando e subsidiando os vulneráveis, criando circuitos de segurança que os permitissem usufruir da vida e do contacto com a natureza. Mas uma vez mais prevaleceu a falta de senso e de inteligência, a ordem economicista e a clausura compulsiva, em nome de uma hipotética ruptura de um sistema de saúde que ficou provado estar um abismo. O resultado, na dita abertura sem planeamento, foi uma maior propagação do vírus e a revelação que a estratégia era não ter estratégia e camuflar toda esta inépcia através de supostas medidas musculadas que são sempre adoptadas quando o cérebro não funciona.
    4 – Os restantes parágrafos estão aí exactamente para diminuir a capacidade de raciocínio dos eleitores, menoriza-los e confrontá-los com o facto de suas decisões e opções politico-eleitorais dependerem da estratégia de um qualquer guru de campanha que os conduza como carneiros aos ballots desejados.

    Em resumo, gostar-se da pseudo-análise deste artigo sem confrontar os leitores com a menoridade de suas escolhas, fazendo-as depender dos referidos gurus, leva-me a concluir que tal como no passado foi dito “nenhum profeta pode morrer fora de Jerusalém”.
    Trump está certo, assim como seus seguidores. É mesmo em Jerusalém que se morre para se ressuscitar mais tarde.
    Ainda a procissão vai no adro.

      1. Pois. Entretanto Barr, o PG Americano, deixou avançar os processos.
        Eu fico atento a si para me fazer reparar.

          1. Ter mau perder é um grave defeito para qualquer pessoa, pois o perder permite aferir erros e ir mais longe. É como as vagas da maré enchente. Se reparar, em cada vaga que chegue à praia quando retorna vai mais longe que a anterior.

            Porém esquece que Trump é um homem de convicções. Ele sabe que o sistema eleitoral americano tem graves aberturas a fraudes. E está a combatê-las. Faz bem.

          2. Discussão ultrapassada. Agora o que interessa é saber quando e como Trump reconhecerá a derrota. E em que moldes será feita a passagem de testemunho na Casa Branca.

          3. Pedro, nenhum de nós é ingénuo. Isso só acontecerá depois que os tribunais decidam.
            É uma situação penosa para o mundo, pois precisamos da américa serena perante as sérias ameaças que pesam sobre o mundo.
            Repare que Putin está em silêncio. Será este a decidir sobre a paz e a guerra. Os democratas, juntamente com alguns republicanos como Bush, muito hipotecados ao sonho da Nova Ordem mundial, são uma grave ameaça à estabilidade e ao progresso. Fique atento e escreva sobre esta questão geoestratégica.

          4. Putin nada tem a ver com este filme.
            Só terá de cumprimentar o presidente eleito. E vigiar aquela mão esquerda, que lhe vai tremendo cada vez mais. Provável sintoma de que padece de Parkinson.

          5. Ali abaixo, o meu caro deixou um raspanete a quem comentava sobre questões de saúde respeitante a Biden.
            Lembro-lhe que devemos ser críticos de nossas próprias críticas.

          6. Em matéria de saúde tem de haver isenção. O bom Papa João Paulo II sofreu de Parkinson. E até ao fim deu provas de lucidez.

            Dá-me mais garantias Putin que Biden em matéria de segurança. Nenhum deles me oferece garantias em matéria de transparência.

          7. Para si há boas doenças e más doenças, ainda que sejam as mesmas doenças.

          8. Creio que o Pedro esforça-se por se alhear do mundo real. A situação que lhe apresento é mesmo uma realidade, sem ficções.

          9. Eu não me atreveria a sugerir-lhe deixar de usar venda. Penso antes que vive equivocado. Ainda que eu reconheça que há cegos que se julgam guias.

  2. Tanto Lá como cá a comunicação social a alterar as regras de jogo. O quarto poder com aspirações a primeiro. E como não podia deixar de ser, o oportuno coronavirus.
    Quando um dia a história for contada, muitas “surpresas” serão reveladas, não só nos EUA como no mundo inteiro.

    1. Esqueça isso. O longo prazo deixou de existir na política.
      Entretanto, no curto prazo, Trump persiste em cobrir-se de rídiculo. Um exemplo: acaba de “demitir” o secretário da Defesa, Mark Esper.
      https://edition.cnn.com/2020/11/09/politics/trump-fires-esper/index.html

      Sem ter percebido que toda a equipa governativa sairá nas próximas 11 semanas. Ele incluído.

  3. Ainda não li o artigo, mas vou libertar o Rogeiro/Marcelo/Mendes que há dentro de mim e opinar.
    O The Donald perde essencialmente por causa da covid. Tenho sérias dúvidas que num cenário de velha normalidade perdesse as eleições. O que aconteceu é que houve uma afluência massiva às urnas (ou correios), de pessoas que o quiseram retirar do posto, sendo indiferente se do outro lado estava o Biden, o Obama ou o Tiririca.
    Trump é completamente imune às leis da política, o homem insulta veteranos, manda calinadas extremas (mesmo durante as primárias desconhecia factos básicos), coisas que rebentavam com qualquer candidato, e ele passou como se nada fosse. Vi num documentário há uns anos que ele é conhecido pela completa ausência de vergonha, talvez seja isso. Abre falência, manda negócios lucrativos pelo cano abaixo, diz coisas estúpidas. E depois, dirá ele? Siga a festa como se nada fosse. Relembrar que é um indivíduo que se gaba de não pertencer a “Washington” porque não é político, mas é de “Washington” porque já lidou com tudo quanto é lobby. Ele é tudo e o seu oposto.
    E tem gente que se sente representada por ele. Essa é que é a questão que muitos ainda teimam em ignorar, ele teve uma votação enorme. São pessoas que não republicanas, democratas, o que seja, são trumpistas. Revêem-se no homem que diz o que pensa, que afronta os poderes, e toda a restante treta que ele vende diariamente. Ele deixa um legado que pode dinamitar a democracia americana (nem falo se realmente conseguir impugnar a eleição), pois arrasa com os Republicanos e deixa caminho aberto a um dos filhos, ou a qualquer fantoche (tipo um dos concorrentes do show dele) para entrar em campo e levar tudo à frente.
    Foram 4 anos de tropelias, as pessoas votaram em força, mas daqui a 4, e se a governação não for à prova de bala, bem podem esperar um Trump II.

    1. Trump tinha um índice de rejeição fortíssimo, que se agravou com a incompetente gestão da crise pandémica pela Casa Branca e pelo errático comportamento revelado pelo chefe do Executivo.
      Se uma pandemia é gerida assim com os pés, imagine-se como seria gerida uma guerra – como enfrentaram os presidentes Wilson e Roosevelt – tendo alguém como Trump no comando máximo.
      O coronavírus contribuiu para a queda do sucessor de Obama, estou convicto. Mas já antes ele tinha elevados índices de rejeição, nomeadamente em duas relevantes camadas de eleitores: os jovens e as mulheres. Ele perdeu essencialmente por não ter conseguido captar o voto jovem e por ter afugentado o voto feminino.

      1. “Se uma pandemia é gerida assim com os pés, imagine-se como seria gerida uma guerra – como enfrentaram os presidentes Wilson e Roosevelt – tendo alguém como Trump no comando máximo.”
        Pois é, mas Wilson, Roosevelt e, com alguma excepção que agora não me ocorre, todos os seguintes, envolveram-se ou iniciaram guerras e Trump não. Eu vejo alguma coerência entre evitar uma guerra, mesmo com alguma perda de face como com a Coreia do Norte e a recusa da “guerra” da Covid. Trump terá errado ao desvalorizar a saúde face à economia, mas não vejo essa “incompetente gestão” até porque ele nada geriu e apenas tentou contrariar os governadores que optaram pela saúde com prejuízo da economia.
        Erros clamorosos de gestão pandémica, foi o fomento do “regresso à normalidade” durante o Verão, fomentando “Champions”, Fórmula 1 etc., etc.; foi a intolerância ideológica que impediu a libertação de camas no SNS com acordos com os sectores privado e social que podiam ter recebido doentes com patologias não Covid e reduzido o número de consultas, tratamentos e cirurgias que ficaram por fazer; foi o não aceitar a sugestão (apresentada pela OM em Abril) de recorrer a alunos dos hospitais universitários para ajudar no tratamento da informação para agora se concluir que a informação fornecida pela DGS é de tal forma incompleta e sem qualidade que nem é possível utilização pela comunidade científica nem um aconselhamento técnico em tempo útil.
        E, mesmo o pior de Trump, a comunicação, foi assim tão pior que a de Graça Freitas, Marta Temido, António Costa e Marcelo Relelo de Sousa?

        “Ele perdeu essencialmente por não ter conseguido captar o voto jovem e por ter afugentado o voto feminino.”
        Esta não parece sua! Então teve 70 milhões de votos masculinos adultos?
        O voto jovem ainda não está suficientemente estudado mas o voto feminino que ele perdeu foi essencialmente o Wasp.
        Ainda é cedo para perceber completamente as alterações populacionais e motivacionais dos EUA de 2015. Como exemplo evidente, a bandeira anti-aborto motiva cada vez menos militantes religiosos e quase nenhuns jovens. E apostaria que ele perdeu muito eleitorado idoso, por ser simultaneamente a faixa etária mais preocupada com a Covid e menos (em termos directos) com a economia.

        1. Misturar Portugal com os EUA é algo que não faz o menor sentido. Meter Graça Freitas e Trump na mesma frase é nadar totalmente para fora de pé, condenando qualquer debate ao fracasso.

          Elogiar Trump por não ter começado uma guerra é atribuir-lhe uma qualidade pela negativa. É equipará-lo por exemplo a Jimmy Carter, que não começou qualquer guerra – e também saiu da Casa Branca ao fim de apenas quatro anos.

          Quanto ao voto feminino, é evidente a rejeição que Trump suscitou. Não é matéria de opinião, é matéria de facto: 56% das mulheres votaram Biden.
          https://www.nbcnews.com/politics/2020-election/nbc-news-exit-poll-fewer-half-voters-approve-trump-s-n1246091

          1. Eu não comparei a pessoa de Graça Freitas a Trump. Apenas dei exemplos de má gestão da pandemia para mostrar a relatividade (ou o disparate) de acusar Trump de má gestão.
            Também não elogiei Trump por não ter começado uma guerra. Apenas mostrei a relativividade (ou o disparate) de sugerir que Trump conduziria uma guerra como geriu a pandemia (se não percebeu, explico melhor: não é possível negar uma guerra e se for como as que Wilson e Roosevelt enfrentaram nem sequer seria possível negar a sua importância).
            Por último cita-me a NBC. Confesso que nem sei nem vou ver se a NBC previu a vitória de Biden por mais de 10% ou se apenas por 7,1%. Para simplificar vou admitir que a a previsão foi de 7% e a diferença real de 4% ou seja, um erro de 75% na previsão. Admitindo que a NBC utilizou a sua amostragem (não creio que tenha tido tempo para arranjar novos painéis e refazer todo um trabalho de campo) e aplicando o mesmo erro aos 56% de voto feminino, este poderá ter sido qualquer coisa entre 14 e 98% o que é excelente para comentadores que utilizam dados “científicos” para vender a sua opinião pessoal.
            E, estatística por estatística, o “Delito” desde 3 de Novembro (dia da eleição) até agora teve 54 postagens. Retirando as 23 de “Canções”, “Há 10 anos”, “Always Handsome”, “Belles toujours”, “Quem falas assim”, “Leitura” e “Blogue da semana” ficam 31. Destas, Trump (directamente, indirectamente ou nas discussões suscitadas) ocupou 18. 1/3 do total e 58% das opiniões gerais.

  4. A leitura é interessante, apesar de não surpreender. É óbvia a inexistência de isenção e distanciamento do autor, mas tenta.
    Entretanto nos states o departamento de justiça abre uma investigação. Era o mínimo, nem que seja para dissipar qualquer dúvida. E num momento tão tumultuoso socialmente, será o mais ponderado, na esperança de se evitarem problemas mais graves e violentos nas ruas.
    Não havendo qualquer irregularidade, Biden sai mais reforçado e o povo não apoiante mais convencido.
    Entretanto soube-se que o inspetor geral de crimes eleitorais demitiu-se. Infelizmente não explicou os motivos, o que não ajuda nesta onde de suspeitas e acusações.
    Enfim, parece que o epílogo ainda não chegou, agora só falta mesmo saber quantos capítulos faltam para ele chegar.

    1. Falta a Trump, como é óbvio, a grandeza de uma personagem shakespeariana. Fica-se pela ópera “buffa”, bem evidente no ridículo episódio de destituição do secretário de Estado da Defesa – anunciado via Twitter. À beira do fim, faz questão de que outros saiam antes dele – dentro da sua própria equipa, que foi sofrendo baixas e demissões a um ritmo alucinante nestes quatro anos.
      Não consegue libertar-se do imbecil grito de guerra “You’re fired!” Que acaba de virar-se contra ele. Desta emitido pelos eleitores.

  5. Um artigo essencialmente desonesto como se espera do jornalismo hoje em dia, só um ponto não há tempo para mais: foi nas minorias étnicas que Trump aumentou o apoio, ao contrário foi nos brancos que o seu apoio se reduziu. Coemçando na reforma judicial permitindo libertar uma data de pessoas que cometeram crimes sem violência como simples posse de droga.

    Entretanto neste momento os EUA seguindo os seus próprios parâmetros com as eleições dos outros países para começar já têm de considerar as eleições na Pensilvânia como fraudulentas.
    O discurso agora já mudou não é não houve fraude, é que a fraude é pequena.

    lucklucky

    1. Trump passou pela suprema humilhação de ver publicações suas apagadas pelo Twitter e mesmo assim continua agarrado a esta rede social, como se fosse uma droga dura.
      Ao ponto de anunciar demissões e nomeações, através do Twitter – a rede que o censurou.
      https://www.voanews.com/usa/trump-fires-defense-secretary-twitter

      Como é que alguém pode levá-lo a sério?
      Por estes dias faz lembrar Charles Foster Kane deambulando pelos salões vazios de Xanadu, no epílogo do “Citizen Kane”.

      1. Isso não é humilhação nenhuma. Qualquer pessoa que ouse ir contra o establishment lefty que tomou conta das redes sociais e dos meios de comunicação social, se arrisca a ser bloqueado.
        O Twitter tem uma agenda. Só não vê quem discute estas coisas com a leveza como discute futebol.
        Às vezes parecem aqueles alienados adeptos fanáticos que defendem o seu clube até à morte, mas ao contrário.

        1. Alienado é alguém como Trump, que troca o real pelo virtual, dia e noite agarrado ao Twitter, como uma droga dura. Ainda por cima agarrado a quem o censura. Faz-se forte mas é um fraco. Daí ter perdido.

          1. O Pedro está demasiado centrado no indivíduo. Mas o que está em causa aqui é o futuro da política americana. O indivíduo é secundário. O que preocupa é que políticas vão ser adoptadas pelos democratas, caso se confirme a sua eleição.
            Estar lá Biden ou Trump é menos importante do que estarem lá democratas ou republicanos. Na minha óptica, minha, os democratas não trazem nada de bom. Nunca trouxeram. Muito menos esta equipa que se prepara para tomar o rumo dos EUA. É sempre assim, discursos muito floreados, cheios de boas intenções, politicamente corretos, sempre de acordo com as modas da altura, para no fim não resultar em nada do que se imaginava. Aqui é igual. Nunca um governo de esquerda terminou dois mandatos consecutivos. Implodiu sempre, endividou-se, criou tachos, promoveu a corrupção e deixou uma herança pesada. É assim em todo o lado, menos nos países nórdicos, onde os governos de esquerda obtêm resultados que em nenhum outro lado conseguem obter. Por isso, as batalhas Trump/anti Trump, são mexericos. Importante é saber o que um governo de esquerda… e desta esquerda mais precisamente, com estas personalidades próximas de Biden, vai fazer e que consequências vamos ter. Da última vez que lá estiveram as consequências foram desastrosas. A ver vamos agora. E para quem está a par da política americana, as pessoas que pululam à volta de Biden e que se preparam para ocupar determinados cargos, dão muito que pensar. Biden é um porreiraço, tal como era Obama. O problema é o séquito sequioso. Esse é que causa tensão.

          2. Você analisa a política em termos de clubite partidária. Pois é precisamente por aí que não vou nem irei.
            A falta de sentido de Estado de Trump – bem patente nestes dias – é lesiva para a vida política e para o sistema constitucional norte-americano, que não se baseiam apenas na lei mas nos costumes e nas tradições. Um dos bons costumes é precisamente esse – o de o derrotado congratular o vencedor. Não é preciso estar inscrito em nenhuma lei: é questão de elementar civilidade.

            Trump lega ao sucessor uma América muito mais desunida e fracturada do que recebeu há quatro anos. O seu breve mandato na Casa Branca será sempre lido à luz deste facto, o que nada tem a ver com ele ser do partido X ou do partido Y.
            Aliás, como é sabido, Trump é de filiação recente no Partido Republicano e foi durante anos um dos grandes financiadores de campanhas democratas. Como as de Bill Clinton.

          3. Eu é que não o faço, com toda a certeza. E prova disso é a maluqueira histérica que se faz por aqui, com posts em cima de posts, comentários em cima de comentários a acusarem a administração de Trump, ainda em funções até janeiro, para sair imediatamente e obrigar as pessoas aceitarem algo que elas têm todo o direito de questionar e de pedir verificação.
            Não sei se será por iniciativa, ou se por falta de conhecimento, mas Al Gore demorou 37 dias a aceitar o resultado das eleições na Flórida e só o fez porque os tribunais verificaram e determinaram que o vencedor era outro. Por isso dizer que isto é birra única de uma pessoa só, é falso. É um direito questionar, exigir averiguações. Qual é a dificuldade de perceber isto? Os direitos das pessoas não diminuem consoante a sua personalidade. Trump não tem menos direitos por ser estúpido, do que Biden tem por ser muito inteligente.
            Há uns dias o Pedro alegava num outros post, de sua autoria, penso eu, de que não iria haver qualquer investigação. Como agora, pensei que mais uma vez estava a emoção a levar vantagem sobre a racionalidade. E pensei que não seria de todo correto, não haver investigação. Nem para o próprio Biden. Felizmente, a bem da democracia e do estado de direito, o Pedro enganou-se. E não o digo com satisfação. Biden recebe uma América doente, que vive sob uma pandemia, tal como Trump recebeu uma América empobrecida, como Obama recebeu uma América em conflito armado. Nenhum deles recebeu a América que queria, daí se ter candidatado. Se estivesse tudo bem, não havia candidatos.
            Ou seja, cada vez mais isto é pessoal. Pouco distanciamento se vê. E quando as pessoas não se conseguem distanciar da personalidade do alvo, não são capazes de avaliar tudo o resto, nem o Direito.

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