Leitura recomendada


Pedro Correia,

 

A história completa de como Sócrates dominou o PS. De Rita Dinis e Rita Tavares, no Observador.

 

25 comentários em “Leitura recomendada”

  1. “Ferro Rodrigues teve alta hospitalar”
    A propósito desta boa noticia, deve o Presidente da Assembleia da República mover a sua influência para que todos os utentes sejam respeitados.
    Sem beliscar o direito à greve de todos os profissionais do sistema, não será possível deixar nos órgãos de comunicação social aviso aos cidadãos envolvidos, quais as unidades hospitalares e afins que (como e quando) cancelam atividades, nomeadamente consultas externas agendadas?
    Acontece que não se pode aceitar que por vezes se percorram muitas dezenas de quilómetros (inclusive a pagar táxi) para se bater com o nariz na porta.
    Órgãos de soberania, organizem-se e cumpram o vosso dever.
    PS-Peço desculpa por á margem do tema proposto deixar aqui o meu desabafo, mas talvez mal comparado se uma alta figura tem direito a noticia por boas razões de saúde, porque não informar quem em certas ocasiões se vê impedido de tratar dela?

    1. Uma das dificuldades prende-se com a incerteza da adesão até ao próprio dia, pois as greves são convocadas por uma ou outra central sindical, nem sempre em simultâneo, e além de haver vários sindicatos há ainda a decisão individual.
      Serem os próprios hospitais e centros de saúde a informar não é viável, os que não fazem greve tentam garantir os serviços possíveis além dos mínimos obrigatórios. E eu já ficava contente se avisassem quando os médicos faltam sem ser por greve…

      É aqui que a comunicação social local tem espaço para crescer e ser serviço público. Assim o saiba e deseje prestar.

      1. JUSTIÇA COM CABEÇA A PRÉMIO
        Em conflito de interesses entre a duvida de adesões a uma greve e a duvida de ser atendido perde sempre o mais fraco e doente.
        Na duvida nem telefone, vá!
        Direitos e garantias cantam do alto, deveres e obrigações para os que piam baixinho.

        1. Como o próprio Arques escreveu,
          “sem beliscar o direito à greve”.
          Numa greve asseguram-se serviços mínimos; se fosse para manter a normalidade e os utentes do serviço – qualquer um – não notarem, não havia greves.

          Queixe-se aos constitucionalistas ou sugira soluções, talvez seja mais produtivo.

          1. Supõe-se que os serviços mínimos garantam as cirurgias oncológicas.

          2. Supõe-se que os serviços mínimos garantam os casos mais urgentes.

            No oncológico há também triagem.

          3. “É desagradável [o adiamento de cirurgias], até porque algumas são por motivos oncológicos. Estes dias não são facilmente recuperáveis. Os casos mais urgentes podem realizar-se na próxima semana mas, para isso, os da próxima semana terão de ser adiados. Alguém será sempre adiado. “

            Como consequência :

            “Pude ser operada numa clínica privada uma semana depois de o médico me fazer o diagnóstico. Senão, teria de esperar entre seis meses e um ano por uma cirurgia no IPO (Instituto Português de Oncologia) de Lisboa. Podia ter morrido como outras mulheres morrem ao esperar tanto tempo pela operação.”

          4. Mas onde quer chegar, afinal?
            Por palavras suas, porque citações e ligações apenas provam que sabe copiar e colar.

          5. Deixo sempre a minha voz para outros com mais experiência do que a minha

          6. Considero o Direito à Vida superior ao direto à propriedade (e no fundo as greves são sempre, ou quase, reivindicações para mais propriedade)

          7. Mas garantindo-se os serviços mínimos e sendo os casos mais prementes atendidos conforme a triagem dos próprios serviços, onde o abuso?

            Porque, pela lógica do prejuízo para o paciente, os blocos operatórios, os de imagiologia e restantes serviços de apoio ao diagnóstico deveriam funcionar 24h/dia, ininterruptamente. Para não haver listas de espera de meses – os prejuízos são ainda mais irreparáveis do que os adiamentos de 3 dias de greve.

            Que, e não por acaso, é feita também para exigir melhores condições de trabalho (o veterinário que há em si aguenta quantas horas em operações cirúrgicas no terreno, aquele terreno das vacarias e redis e não o terreno imaculado da sala cirúrgica de clínica chique?).

            Porque o discurso do Ministério é também esse, o do prejuízo para o paciente – mas não se lembram nos Ministérios nem na opinião pública dos pacientes sem médicos de família, dos pacientes com cirurgias pedidas mas não marcadas, dos pacientes vítimas de erros de diagnóstico porque atendidos por médicos estourados ou com objectivos a cumprir (10 minutos por consulta, diz o Tribunal Constitucional), dos pacientes que entram com uma doença e desenvolvem outras por falhas nos equipamentos e procedimentos hospitalares (parte dos wc nos hospitais não têm detergente, maçanetas desinfectadas é um luxo, desinfectante de mãos nas salas de espera é miragem), dos pacientes adiados num dos melhores SNS do mundo e que corre o risco de se desmembrar, entre o elitismo imposto pela Ordem dos Médicos durante décadas, as políticas feudais seguidas por Conselhos de Administração e o estrangulamento financeiro ditado no próprio OE.

            É sempre fácil manobrar o discurso com um coitadinho pelo meio, e parece que o Ministério está a conseguir vender essa.

            https://quintaemenda.blogs.sapo.pt/

            Mas a Ordem tem muitas responsabilidades, claro.
            E nesta estou com o Ministro.

            https://www.google.pt/amp/s/www.publico.pt/2016/05/16/sociedade/noticia/entram-1800-alunos-por-ano-em-medicina-200-sao-licenciados-noutras-areas-1732040/amp

          8. Repito para ver se entende:
            “Acontece que não se pode aceitar que por vezes se percorram muitas dezenas de quilómetros (inclusive a pagar táxi) para se bater com o nariz na porta”
            “Em conflito de interesses entre a duvida de adesões a uma greve e a duvida de ser atendido perde sempre o mais fraco e doente.”
            Agora a sugestão a que não terá dado atenção:
            “não será possível deixar nos órgãos de comunicação social aviso aos cidadãos envolvidos, quais as unidades hospitalares e afins que (como e quando) cancelam atividades, nomeadamente consultas externas agendadas?”

          9. Repito para ver se entende:

            “os que não fazem greve tentam garantir os serviços possíveis além dos mínimos obrigatórios.”

            E agora a proposta de solução que antecedeu a sua proposta e a não terá dado atenção:

            “Serem os próprios hospitais e centros de saúde a informar não é viável […]
            É aqui que a comunicação social local tem espaço para crescer e ser serviço público. Assim o saiba e deseje prestar.”

          10. Talvez se espreitar pelo gatil o Arques perceba os alhos e bugalhos em que tropeçou de nariz no ar… 🙂

  2. Parabéns a Rita Dinis e Rita Tavares. Invejável trabalho. Adiante.
    Esta narrativa também serve para ilustrar os méritos do sistema político, em Portugal, no que se refere ao ritual atráz da escolha do detentor do poder Legislativo e Executivo. Sem contra-poderes.
    A própria comunicação social só bate quando lhe cheira a fraquezas do titular.
    Todo o poder Legislativo e Executivo num só personagem, o vencedor da compita interna num partido de 30.000 afectados!.
    Os resultados estão à vista.

  3. Tenho este artigo na lista de leitura e ainda não o pude acabar de ler – basicamente, ainda estou em Castelo Branco na concelhia…

    Do que tenho visto, é um artigo equilibrado e sem grandes arabescos. Oxalá assim se mantenha – o estilo das jornalistas, que o objecto desconfio terá volteios e outros passos de dança.

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