Já muitas vezes os critiquei aqui. Mais a alguns dos que por lá passaram e que têm dado uma péssima imagem dessa organização no Parlamento e no Governo. Desta vez estiveram bem, não enterraram a cabeça na areia e viram o óbvio. Não devia ser motivo de nota. Eu penso que deve ser. O extraordinário foi terem vindo dizê-lo, não terem saído em defesa daqueles monos que “trabalhando” vinte e quatro horas por dia, e estando sempre em representação da nação, até quando vão ao futebol (ou, pela mesma ordem de razões, visitar um Elefante Branco francês) fazem trabalho político.
Está-se sempre a tempo de corrigir, de melhorar. E a inteligência nunca fez mal a ninguém. O oportunismo, o carreirismo e a falta de seriedade sim. Estes fazem muito mal. Aos próprios, mais ainda ao país. Como aliás se tem visto; e continua a ver.

Estou para ver quando é que as pessoas que mais beneficiam da existência de mais e mais leis têm deixar de ser políticos… podemos começar por advogados.
Acho que a ‘gravitas’ da coisa que diligentemente descortinou precisa de ‘precisação’ analítica e selo de lacre do Ministro Silva, naquela pose de quem, mesmo pedindo uma bica no bar da Assembleia, parece estar sempre a parir doutrina para cultivo das populaças e ‘democrácias’-
O Silva ministro releva-se como um ‘entendido’ da ética republicana e laica – se o organigrama da Santa Sé fosse usado como ‘blue print’ – mesmo para uma versão mais farsolas desta matilha de enjeitados com farpela de ‘ministros’ da Geringonça – o Ministro Silva seria o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé de lauta ‘laicidade & Republicanismo” – não lhe falta falta de vergonha e vagar para o ultraje sem perder aquele compungimento maravilhado com os proprios raciocinios tão sofisticados no ‘papar’ das turbas.
Se falhar tal submissão ao Ministro Silva, ainda lhe deixam lembrete ” do filme “Wag the Dog” + analogia com De Niro ou então, na parte interna da porta de retrete onde eventualmente se senta, lhe disponibilizam para escrutinio uma versão graffiti da paraphrase de um dito d’astronomo- “topa-se facilmente um idiota – é aquele que disserta sobre o meu dedo, aquele que eu estou a usar para indicar relevante astro no firmamento”.