Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Dan Brown, ” Origens”.

Passagem a L-Azular: “Para o cérebro humano”, explicou Edmond, “qualquer resposta é melhor do que nenhuma resposta. Sentimos um enorme desconforto quando confrontados com “dados insuficientes”, e assim os nossos cérebros inventam os dados – oferecendo-nos, no mínimo, a ilusão de ordem – criando uma miríade de filosofias, mitologias e religiões para nos assegurar de que existe de facto uma ordem e estrutura para o mundo invisível.”

É necessário acreditar que existe uma entidade ecuménica que tudo rege e tudo dispõe. É necessário acreditar que existe Deus. Qualquer Deus. Deus é um deus, dependendo da geografia e da doutrinação do pensamento. A mensagem é universalmente idêntica. Apenas difere na  interpretação e a interpretação é quanto basta para desestabilizar o cosmos.

(Imagem Google)

54 comentários em “Lápis L-Azuli”

    1. Vindas do Bocage as respostas são todas 5 estrelas.
      Faz-me sempre lembras as reflexões anárquicas pós-25, do tipo ” As p*tas ao poder, que os filhos já lá estão”. E estiveram, por demasiado tempo. E o pior é que alguns continuam a estar…

    2. Cá não há bar,
      1. Chamo-me Bocage.
      2. Venho do Nicola.
      3. Vou para o outro mundo se disparas a pistola.
      Uma nota de pé de página, no tempo de Bocage e de Pina Manique não existia “guarda noturno”, nesse tempo vivia-se um acordo antes do acordo de Salazar (que alguns dizem imutável), era o tempo da pharmacia e de algumas palavras polvilhadas com dois pontos, trema, chamavam-se eles (os pontos).

  1. Calma, não é por o Costa se ter demitido que vamos agora a correr evocar o Divino. Temos de ver as coisas pelo lado positivo.
    1°- Acabaram as guerras.
    2°- As gémeas brasileiras foram operadas.
    3°- A gasolina vai baixar para a semana.
    Como vê são só boas notícias, se calhar é melhor deixar as orações para mais tarde.

        1. “Cá estamos para ver se o próximo cenário é melhor”.
          Você já escreveu algo do género umas 10 vezes ou mais, espalhadas por comentários em diversas publicações.
          Está a tentar convencer os outros todos, ou apenas a si próprio?
          Como dizia a minha bisavó Júlia, “o que for, soará”. Inspire, expire, respire e aguarde.

          1. Estou a fazer o mesmo que fiz na altura da palermia. Na altura também me fartei de alertar para as medidas estúpidas que estavam a implementar; como foram as máscaras nos miúdos por exemplo. E na altura das vacinas experimentais. Quantas e quantas vezes alertei para os perigos dos efeitos secundários que até me chamaram negacionista bolsonaresco.
            É evidente que só toma atenção quem quer e aqui neste caso é o mesmo.
            Gosto de pensar pela minha cabeça, assumir aquilo que digo e nunca ir atrás da manada.
            Se você gosta de ir a eleições de seis em seis meses, eu não gosto, principalmente quando a alternativa é muito pior.

    1. O PR pode ter metido uma cunha e não o devia nunca ter feito.
      Mas a “ordem para fazer” teve que vir da Ministra da altura, do Secretário de Estado ou, de qualquer modo, de dentro da estrutura do Ministério.
      A responsabilidade política tem nome e não é o do PR.

      1. “O PR pode ter metido uma cunha…”
        Ai pode? Hum, bem me parecia, então tá bem prontos, os outros é que não podem, certo?

          1. Ai eu é que crio confusão?
            E o que é que realmente interessa? Não é a paz social? Ou é precisamente com o mundo em guerra que temos de criar o caos?
            Para que é que é esta crise se nem os conselheiros de estado se entenderam? Tinha de ser agora a crise? Não podia aguardar com outra solução?
            Seja independente, não seja facciosa.

          2. Atenção ladroagem! Aproveitai o caos, a guerra é a crise para roubar à vontade, que iremos aguardar a outra solução! Ah! Já me esquecia! Daqueles 75800 euros escondidos nos livros, quanto mesmo é que era para distribuir pela UNICEF , os Médicos sem Fronteiras, etc.?
            Pois…

          3. Os conselheiros de estado entenderam-se.
            E o resultado foi um empate porque houve um problema técnico, como devia saber e se calhar sabe mas não lhe interessa saber.
            Mas pedir-lhe que “seja independente, não seja faccioso” é visivelmente pedir muito a quem está desesperado..

        1. O Carlos Sousa é engraçado mas está tão desesperado que só lhe sai disto.
          Todos podem meter as cunhas que quiserem, quem disse o contrário?
          Esse truque de pôr os outros a dizer o que nunca disseram já nem os miúdos da primária usam, tanta infantilidade junta!
          Mas dar a “ordem para fazer”, que neste caso foi contra a vontade de muita gente responsável, só pode ter sido alguém dentro do Ministério.
          E duvido que esse alguém fôsse a senhora da limpeza.

  2. “Qualquer Deus. Deus é um deus, dependendo da geografia e da doutrinação do pensamento.”
    E também deus à la mode, em 1960 devido aos efeitos talidomida ´foi castigo de Deus’, depois como que uma observação para remediar apareceu o ‘Deus ama-te’.

    1. Deus deu sabedoria à humanidade e os homens, de tão sábios, não testaram o suficiente e foi o desespero que se viu. Deus ama todos. Podia amar um bocadinho menos o PS y sus muchachos, mas quem sou eu para julgar a Deus?

      1. ’tá bem, mas qualquer coisa deveria acontecer para por tudo ou por nada haver o ‘se Deus quiser’, que é uma vontade permanente da religião muçulmana.
        Estrangeiros de visita a Lisboa no séc.xvii estranharam não ver mulheres na rua, mas muitos padres e entre as pessoas ouvir constantemente dizer ‘se Deus quiser’, assim como o hábito de beber água entre a população.

          1. ah!ah!
            Este ‘entre’ foi uma má tradução de ‘par la population’ .
            O vinho, diziam, era intragável.

  3. “É necessário acreditar que existe uma entidade ecuménica que tudo rege e tudo dispõe. ” ————— É perguntar ao sr Bergoglio que é bastante ecuménico (até há quem diga que vai trocar o branco pelo “arco-íris” multi coiso e tal).

          1. Passei por dois – entre outros – colégios católicos, salesianos e jesuítas. Dogmáticos e doutrinariamente fracos os primeiros, abertos e excelentes os segundos. Depois afastei-me da fé, num afastamento sem hostilidade.
            Fui sempre bom a matemática e deixei-me fascinar com alguns princípios de Física (talvez pela admiração por uma ordem, como fala o “post”). Também fui bom a filosofia, com a matemática os meus 18 no exame do antigo 7º ano do Liceu.
            Depois de um longo percurso solitário, concluí (racionalmente mas não sei avaliar o peso da educação anterior) que me era mais fácil acetar um “pi” e uma lei da atracção universal, um mundo ordenado. em que a uma causa sucede um efeito (e não uma aleatoriedade) como proveniente de um Desígnio e não de uma explosão acidental.
            Hoje sou católico praticante (dos mínimos obrigatórios) e convivo bem com isso. Mas prefiro Bento XVI a S. João Paulo II e a Francisco. Questão de estilos, não de fé.

          2. Bom, o Papa João Paulo II dedicou-se a combater o comunismo na sombra, mas fechou os olhos a este escândalo actual, porque creio que acreditava ser outra a sua missão. O Papa Bento XVI afastou-se por questões de saúde , mas também por ser acérrimo seguidor das tradições e não lhe agradar aceitar o bater três vezes no peito, como digno representante de todos os católicos. Este Papa viu-se a braços com uma guerra civil. Teve de dar a cara, moderar umas situações, fechar os olhos a outras e anuir em igualdades sob a sigla “Deus ama a todos por igual”, até porque também é um Chefe de Estado . Não deve ter a vida facilitada em nada. E a igreja precisa de credibilidade e é provável que a consiga recuperar com esta abertura.
            O resto dos modernismos, não têm a ver com a fé em geral. Apenas com o que cada um, no seu íntimo, acredita.

          3. Tenho diferentes perspectivas e, não pretendendo ser arrogante, penso estar melhor informado.
            S. João Paulo II, quando arcebispo de Cracóvia, teve de lidar com centenas de falsas acusações de pedofilia a sacerdotes, uma política deliberada dos soviéticos. Terá sido marcado por essa experiência e daí que, já Papa, sempre que eram levantadas acusações sem prova e os suspeitos negavam, concedia-lhes sempre o benefício da dúvida. A realidade que o marcou, foi o ataque deliberado de inimigos da Igreja e que – aqui suposição minha, melhor, de alguns e seguida por mim – tendia a ver uma repetição por sectores anti-Igreja Católica, que existiam, com destaque para os EUA. Terá sido por isso que não seguiu a recomendação de Ratzinger, apesar da confiança que nele tinha.
            O caso de Ratzinger, depois Bento XVI é já um caso de desvirtuamento da comunicação social. O abafar de casos de pedofilia na Igreja, tal qual o abafar de excessos militares em campanha, não se deve a maldade intrínseca de bispos e oficiais superiores mas a uma errada percepção de que a protecção da imagem institucional era mais importante do que a justiça a prestar às vítimas. Para contrariar este erro Bento XVI decretou que qualquer bispo que não desse seguimento a denúncias de pedofilia perdia imediatamente a Sé. Aliando intervenções duríssimas que fez em casos concretos, sobretudo na Irlanda e na saída do cardeal-arcebispo de Viena, passou a toda a Igreja a ideia contrária, que o direito das vítimas prevalecia. Isto é tanto assim, que Francisco declarou publicamente que o combate à pedofilia na Igreja se iniciou com Bento XVI.
            Mas Bento XVI não trouxe o assunto para o grande público e manteve-o nas dioceses, de acordo com a organização eclesial em que os tribunais eclesiásticos estão nas dioceses e o Dicastério em Roma é um tribunal superior que não julga directamente mas apenas aprecia posteriormente.
            Já Francisco, trouxe o assunto para a praça pública levando à criação de comissões nacionais, que se sobrepunham às dioceses. Não duvido que as intenções foram as melhores e que Francisco pretendia, com essa medida, dar voz ao maior número possível de vítimas Mas também houve resultados adversos. Todos vimos o que aconteceu em Portugal, com uma comissão ávida de propaganda e, depois de enormes expectativas, a conferência episcopal obrigada a dizer que os processos seguiriam para as dioceses – onde existem os tribunais – dando a ideia pública de que a Igreja estava a adiar e, porventura ainda a tentar esconder. Ora, colocar os direitos das vítimas em primeiro lugar, não deveria implicar dar voz e trunfos aos inimigos da Igreja, que os há e não são poucos e que bem aproveitaram.
            A comunicação social que há – Portugal é caso extremo mas não único – nunca se deu ao trabalho de ir às dioceses investigar os processos em curso, caso exemplar de Aveiro em que os 5 casos identificados pela comissão, estavam já em processo e uns (não recordo o número exacto) já findos e/ou enviados ao ministério público. Essa comunicação social, que apenas segue os telegramas da Lusa quando não os noticiários da TV, claro que nada sabia nem investigou do que Bento XVI fez e apenas o que fez Francisco, porque foi o que teve notoriedade. E, como a opinião pública é a opinião que se publica, Bento XVI zero, Francisco tudo. O que é falso e, sobretudo, muito injusto.
            Reafirmo que não duvido das boas intenções do papa Francisco nem contesto a legitimidade das suas decisões. Mas prefiro o estilo e métodos de Bento XVI.

          4. Dou sempre valor a uma opinião fundamentada, como esta sua. E é verdade que grande parte dos casos de pedofilia ( e não só) são condenados em primeira instância pela opinião pública antes de qualquer julgamento. Os média são os principais contribuidores para estes autos de fé.

      1. ” Está a tentar reerguer um edifício em ruínas e sabe que tem de haver abertura.” ——————– Sempre ouvi dizer que um edifício em mau estado precisa é de reforço de estrutura e não de aberturas.

  4. Esse livro explica bem a capa, de onde vimos, para onde vamos. Vimos duma trampa e vamos a caminho doutra.

          1. Para porteiro tem de ser um Buldog,e o Bobi é rafeiro sem curriculum fora dos circulos partidários(já me partiu várias loiças lá no quintal).

          2. Talvez possam arranjar ao Bobi um diploma de engenheiro com data de domingo. Ser bacharel é outra loiça, e essa pode parti-la à vontade.
            O buldogue parece que não impôs por lá qualquer respeito.

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