Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Alexandre Dumas, ” O Conde de Monte Cristo”.

Passagem a L-Azular: “Em política, meu caro, sabe tão bem quanto eu, não existem homens, mas ideias; não existem sentimentos, mas interesses; em política, ninguém mata um homem: suprime-se um obstáculo. Ponto final.”

Creio que Vladimir, o Terrível, tenha lido este livro, que fala de amor, traição, injustiça, conhecimento, paixão, mas sobretudo de vingança.

Fala também de redenção, mas acredito que se tratou apenas de um impulso de Dumas para ser politicamente correcto.

A vingança é um banquete que se serve frio, mas também se serve quente, a escaldar, a estourar, a pulverizar… mas de preferência de forma indelével, sorrateiramente, sicário silencioso que actua pela calada e estás morto e não sabes. Muito pior do que no Sexto Sentido, em que o espectador começa a desconfiar, assim a meio, que o médico com aquele penteadinho só pode ser o morto. 

Deve ser horrível estar vivo e descobrir que não, que afinal já se está morto e não se sabia. Muitos cérebros que marionetam carcaças fétidas andam por aí, mortos de pensamentos, palavras e obras, e nunca deram por isso. Conheço alguns bem posicionados na vida.

(Imagem Google)

12 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. « deixar assentar a poeira antes de dar o tiro»

    « ilha italiana do arquipélago Toscano (região da Toscana), no mar Tirreno. Pertence à comuna de Portoferraio (província de Livorno»
    « Ilha de Monte Cristo é paraíso que poucos conhecem no Mediterrâneo

    1. A ilha de Monte Cristo com pouco mais de 10km2 ou é um paraíso sem turistas ou um inferno cheio de gente, porque não duvide de algo muito importante: o inferno teológico não existe. As pessoas é que fazem da sua vida e da vida dos outros um inferno na terra.

    1. Então e os ” Walking Dead”? Anda a ler muita imprensa cor de rosa, fez um peeling aos neurónios ou ficou, durante uma hora, “completamente submerso em oxigénio puro, numa câmara hiperbárica, para rejuvenescer todas as células do organismo”?
      Pois que a cegueira poltico-partidária não se trata assim, ponha lá o oxigénio que puser, a coisa já só sobrevive a balões.

      1. Nem no feriado dá descanso à má língua. Já vi que mora no Restelo.
        Você está sempre a dizer mal, mas olhe que há quem pague 10 milhões de euros só para andar aí na rua à vontade.

        1. Estes tios das Avenidas Novas são uns invejosos… se tivesse 10 milhões de euros não morava ao lado da embaixada do Irão, pois nunca se sabe o se irão intifar por cá. Não seja invejoso, que o Costa há-de dar-lhe um castelo. Pode ser que vá morar para o Chateau d’If com o resto dos imprestáveis do partido… partido, não, desfeito, que aquilo já nem tem ponta por onde se pegue.

          1. Se o PS não tem ponta por onde se pegue olhe que os outros então venha o diabo e escolha.
            Aproveitemos o dia de hoje para lhes prestar homenagem.

          2. Onde é que eu escrevi que os outros são melhores? Provavelmente até são todos coliformes fecais. Mas estes são todos de uma m*rda refinada, com doutoramentos em marketing de banha da cobra.
            Já agora informo, para esclarecer quem personifica os 3 macacos da mãozinha fechada :
            “Entende-se por “Banha da Cobra” tudo aquilo que sendo um simples placebo, isto é, inócuo e inútil, se difunde e propaga publicamente como algo comprovadamente eficaz, seguro, poderoso e miraculosamente infalível. Para os lexicólogos significa algo que se publicita ou anuncia para endrominar incautos; um palavreado com o velado propósito de enganar os outros; uma proposta ou promessa de que não existe intenção de cumprir. Em suma, uma mentira, uma trapaça, um ludíbrio, uma vigarice. Hoje a expressão “banha da cobra” é usualmente empregue de modo pejorativo. E o “vendedor de banha da cobra” identifica alguém que é mentiroso, charlatão e de falsa índole. A banha da cobra é sempre a mesma, porque o prazer psicótico da fraude não se refreia perante a ganância de lucros tão arrebatadores. O que muda é a embalagem, isto é, o design e o marketing, porque a finalidade é sempre a mesma, sendo inclusivamente comum à mensagem hipocrática: submeter a dor e o sofrimento, vencer a doença. A diferença é que os charlatães visam apenas o lucro pelo embuste, enquanto os médicos e a medicina validam a ciência no confronto com a doença e o padecimento, na quimérica ilusão de triunfarem sobre a morte”. Pobres médicos que fizeram o juramento de Hipócrates neste país de hipócritas.

  2. Por falar em Vladimir (desculpe não comentar o assunto em questão mas a política, em geral, está podre e cheira mal,afinal até comentei) .
    Noticias do “nosso” pântano: Executive Digest do sapo
    Pelo menos 16 oligarcas russos judeus com ligações a Putin receberam nacionalidade portuguesa

    https://executivedigest.sapo.pt/noticias/pelo-menos-16-oligarcas-russos-judeus-com-ligacoes-a-putin-receberam-nacionalidade-portuguesa/

    1. Como não temos problemas que nos cheguem, importamos mais uns quantos. Não sei por quantos dinheiros se vende a alma, mas seguramente não foi por 30, porque é mais do que provável que alguém se ande a encher com isto das nacionalidades. Lê-se frequentemente numa notícia de rodapé que mais um oligarca foi encontrado morto ou suicidado. Entendo que em podendo procurem alternativas. Por cá, os sacos azuis já são de todas as cores do arcos-íris. Nada me espanta.

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