Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Camilla Läckberg – Gritos do Passado
Patrik Hedström. “Se algo era merda, cheiraria a merda por mais que se lhe despejasse perfume em cima.“

Passagem L-azulada. Deveria ler-se: “se algo era cocó, cheiraria a cocó por mais que se lhe despejasse perfume em cima.” Francamente… Não é recorrendo à violência das palavras rudes que se educam as crianças para as implacáveis austeridades que o futuro eventualmente lhes reservará. A palavra M deveria ser banida do dicionário e substituída por dejecto, excreção ou fezes, palavras menos agressivas e mais agradáveis à leitura. Não retiram o sentido ao texto, e tornam-no seguramente mais arejado e fragrante.

(Imagens Google)

30 comentários em “Lápis L-Azuli”

        1. Funciona bem, claro, mas do ponto de vista de um espanhol, por exemplo ( e porque os espanhóis são detestáveis) as palavras a substituir no dicionário seriam idênticas, mas a trampa por lá é muito diferente. Não sendo nós nativos de além Olivença, trampa teria por cá uma excelente aceitação .

          1. Do ponto de vista de um espanhol seria diferente, mas pronunciado à algarvio que come a última vogal dá a ideia de tramp, muito parecido com a pronúncia de trump .

          2. Anónimo: o meu algarvio está um bocado enferrujado mas penso recordar-me de que os algarvios comem a última vogal quando ela é um “o”, não um “a”. E é com o “o” fechado, se for acentuado já é dito normalmente.

          3. Penso que não está correcto. Na norma culta algarvia, os ditongos “ão” são um caso particular onde o “O” final é dito quando a palavra é singular: mão diz-se “mão”, pão diz-se “pão” e João diz-se “João”.

            Nos plurais dos ditongos, omite-se a última vogal – qualquer que ela seja: mãos diz-se “mãs”, pães diz-se “pãs”, Joões diz-se “Joõs”. É um caso particular onde um “E” final é omitido.

            Curiosamente, o meu nome completo diz-se como se escreve.

          4. Há muitos anos em Légch, perguntámos a um senhor que passeava um cãozinho se sabia onde havia uma churrascaria. O senhor muito simpático indicou que havia uma ali êmbaich, na rua Julianes… qual rua Julianes , qual quê! Gil Eanes, sff ( e dar com ela?) ! Mâquejête!

          5. aqui do ponto de vista de um espanhol , caca está muito bem. funciona também aquém Olivença

      1. Nos dias de hoje, “o revisor fofinho”, deixaria passar, na melhor das hipóteses “porcaria”. E mesmo assim, olhe lá …

          1. a minha sugestão é “fezes”, dá um “ar intelectual” à “coisa”

            Pedro Cunha

          2. Fezes está muito bem. Assenta que nem uma luva aos selfistas!
            “1. Feze
            Acto de pousar para uma fotografia fazendo uma contração dos musculos labio-facias de modo a torna-los semelhantes ao que seria um bico de um pato
            Olha! o joao esta a fazer feze!
            Faço Sempre feze quando tiro fotos!”

      2. ouço constantemente ‘merde alors !’ e ‘merde’ quando fumam charros

        a palavra é usada numa descrição da Península por importante escritor francês do séc xix que menciona a alteração da vogal final conforme o país

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