
Hoje lemos: Camilla Läckberg – Gritos do Passado
Patrik Hedström. “Se algo era merda, cheiraria a merda por mais que se lhe despejasse perfume em cima.“
Passagem L-azulada. Deveria ler-se: “se algo era cocó, cheiraria a cocó por mais que se lhe despejasse perfume em cima.” Francamente… Não é recorrendo à violência das palavras rudes que se educam as crianças para as implacáveis austeridades que o futuro eventualmente lhes reservará. A palavra M deveria ser banida do dicionário e substituída por dejecto, excreção ou fezes, palavras menos agressivas e mais agradáveis à leitura. Não retiram o sentido ao texto, e tornam-no seguramente mais arejado e fragrante.
(Imagens Google)

excreção –> excremento
Sugiro também uma favorita da minha ex-namorada: “caca”.
O meu neto também diz que é tudo caca.
“Bosta” também é uma boa palavra.
Menos polida, mas igualmente assertiva, sim. Também, polir ” bosta” deve ter um enorme grau de dificuldade, mas é coisa que se faz diariamente.
“Trampa” também.
Funciona bem, claro, mas do ponto de vista de um espanhol, por exemplo ( e porque os espanhóis são detestáveis) as palavras a substituir no dicionário seriam idênticas, mas a trampa por lá é muito diferente. Não sendo nós nativos de além Olivença, trampa teria por cá uma excelente aceitação .
Do ponto de vista de um espanhol seria diferente, mas pronunciado à algarvio que come a última vogal dá a ideia de tramp, muito parecido com a pronúncia de trump .
Nesse caso, poderiam constar ambas num dicionário de sinónimos!
Anónimo: o meu algarvio está um bocado enferrujado mas penso recordar-me de que os algarvios comem a última vogal quando ela é um “o”, não um “a”. E é com o “o” fechado, se for acentuado já é dito normalmente.
Tá bem Joã Souse
Penso que não está correcto. Na norma culta algarvia, os ditongos “ão” são um caso particular onde o “O” final é dito quando a palavra é singular: mão diz-se “mão”, pão diz-se “pão” e João diz-se “João”.
Nos plurais dos ditongos, omite-se a última vogal – qualquer que ela seja: mãos diz-se “mãs”, pães diz-se “pãs”, Joões diz-se “Joõs”. É um caso particular onde um “E” final é omitido.
Curiosamente, o meu nome completo diz-se como se escreve.
Há muitos anos em Légch, perguntámos a um senhor que passeava um cãozinho se sabia onde havia uma churrascaria. O senhor muito simpático indicou que havia uma ali êmbaich, na rua Julianes… qual rua Julianes , qual quê! Gil Eanes, sff ( e dar com ela?) ! Mâquejête!
aqui do ponto de vista de um espanhol , caca está muito bem. funciona também aquém Olivença
Muito útil uma palavra que funciona dos dois lados, Marina. Valeu a caca!
E que tal cagalhão?
Se é a sua variedade favorita da palavra M, e tem a ver consigo, não lhe retiro a motivação, mas que não é agradável, não é.
utilizo caca
MERDA só para o governo
Isso é um pleonasmo! Para além de que a palavra M tem de ser para L-Azular. É uma palavra imunda. Mesmo.
Nos dias de hoje, “o revisor fofinho”, deixaria passar, na melhor das hipóteses “porcaria”. E mesmo assim, olhe lá …
Nem toda a porcaria é a palavra M, Fátima, mas a palavra M é sem dúvida a maior porcaria
a minha sugestão é “fezes”, dá um “ar intelectual” à “coisa”
Pedro Cunha
Fezes está muito bem. Assenta que nem uma luva aos selfistas!
“1. Feze
Acto de pousar para uma fotografia fazendo uma contração dos musculos labio-facias de modo a torna-los semelhantes ao que seria um bico de um pato
Olha! o joao esta a fazer feze!
Faço Sempre feze quando tiro fotos!”
ouço constantemente ‘merde alors !’ e ‘merde’ quando fumam charros
a palavra é usada numa descrição da Península por importante escritor francês do séc xix que menciona a alteração da vogal final conforme o país
É o que o Chico Fininho levava na algibeira, o freak da Cantareira, U-u
A esta hora, e que tal uma poia.
Como a palavra M, está é uma palavra que moral e os bons costumes não apoia. Dever-se-ia talvez apoiar também a sua remoção do léxico, quem sabe…