Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Virgínia Woolf, “Um Quarto Só Seu”.

Passagem a L-Azular: “O que se entende por ‘realidade’? Parece ser algo muito errático, muito pouco confiável – ora encontrado numa estrada empoeirada, ora num pedaço de jornal na rua, até num narciso ao sol. A realidade ilumina um grupo numa sala e marca algum ditado casual. Pode dominar uma caminhada sob as estrelas até à porta de casa tornando o mundo do silêncio mais real do que o mundo da fala – e de repente, lá está ela de novo num autocarro, no tumulto de Piccadilly. Por vezes, também parece habitar em formas muito distantes para que possamos discernir qual é a sua natureza. Mas em tudo o que toca, corrige e torna permanente. Isso é o que sobra quando a pele do dia é lançada ao limite; é o que resta do tempo passado e dos nossos amores e ódios.”

Realidade será apenas o agora, o momento? Se agora estou a tomar café, é a minha realidade ou é a realidade que eu penso que é a minha? Nada é mais real do que os nossos pensamentos no átimo, mas mesmo estes podem estar muito longe de ser presente, e o que não é presente, pode ter sido, mas já não é real. 

(Imagem Google)

6 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. Pois é, de que serve você ignorar a realidade se depois sofre as consequências de ignorar a realidade. Mas não desista de sonhar, continue a dormir…

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