Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Henry James “Retrato de uma Senhora”

Passagem a L-Azular: “Qualquer que seja a vida que levas, para seres bem-sucedida, deves colocar a tua alma nela; a partir do momento em que o fazes, garanto-te que o romance acaba: tudo se torna realidade! E não consegues sempre agradar-te; por vezes tens de agradar aos outros. Isso, admito, estás disposta a fazer, mas há algo ainda mais importante – muitas vezes tens de desagradar os outros. Tens de estar sempre pronta para isso, nunca deves fugir. Isso não te convém de todo — gostas demasiado de admiração, gostas que pensem bem de ti. Pensas que podemos escapar aos nossos deveres menos agradáveis através de visões romanescas — essa é a tua maior ilusão. Não podemos. Tens de estar preparada para, muitas vezes, não agradares a ninguém — nem a ti própria.”

Ter de tomar decisões ou atitudes que nos desagradam, faz parte da existência. Tentar iludir as nossas convicções nem sempre funciona e o bem maior nem sempre espelha a realidade dos factos. Ser socialmente correcto e ir com a corrente para não cair em desgraça nem revelar heresia aos dogmas mundanos, é muitas vezes um rodício no flanco que não cessa de infligir desconforto. A solução é apenas ter a coragem de deixar de usar a espora.

(Imagem Google)

11 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. Para quê a espora se o animal que estamos a montar é uma burra? Não será melhor ir a pé?
    Sempre é mais higiénico e escusa de andar aos coices.

      1. Tá a ver, como é que você quer ser socialmente correcta se me confunde com um teste de urina? Depois não se admire dos rodícios no flanco.

        1. Confusão imperdoável, eu sei.
          Mas essa de eu querer ser socialmente correcta também é confusão sua.
          Pronto, admitamos que estivemos ambos confundidos ( estará bem escrito ou terá ali uma letrita a mais?) . De qualquer modo, é o que é.

          1. Uma letrita a mais, não, são quatro. Mas isso não estamos só nós, estamos todos.

  2. li A volta do parafuso «uma história de fantasmas, um tema de interesse de Henry, que passou bom tempo da vida dedicando-se aos estudos de fenômenos espirituais»
    porque anda tudo desaparafusado

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