Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: D. H. Lawrence, ” O Amante de Lady Chatterley”.

Passagem a L-Azular: “O mundo deveria estar cheio de possibilidades, mas estas limitam-se  a muito poucas na maioria das experiências pessoais. Há muitos e bons peixes no mar… talvez… mas os grandes cardumes parecem ser cavala ou arenque, e se não fores cavala ou arenque é provável que encontres no mar muito poucos peixes bons.”

E é esta a realidade das coisas. Peixe miúdo ou é Cavala ou é Arenque. Chegar a Dourada não é mau, mas conseguir ser Robalo é um feito. Já Garoupa ou Cherne é uma miragem, mas há muito quem tenha aulas com os vendidos dos Exocetídeos e consiga lá chegar. 

A grande verdade, aquela que todos conhecem e ninguém fala numa espécie de voldemortice consentida, é que são os Tubarões os DDT. Muito poucos nascem tubarões e desengane-se quem pensa que o pior dos esqualos é o Grande Tubarão Branco.

Há um velho ditado que diz que “pela boca, morre o peixe”… não me parece muito acertado, ou então só funciona a longo prazo. O cabeça de martelo só fala tredices e continua a zaranzar tranquilamente no Olimpo dos mares lusitanos.

 Imagem  Google)

25 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. ‘os Seres Humanos também morrem pela boca’.

    os peixes voadores não consomem ‘fósseis’ (alguns destes estão … vivos).

    gosto de cação da família dos tubarões (alguns políticos).

    li parte do livro « A nossa época é essencialmente trágica, por isso nos recusamos a aceitá-la tragicamente. O cataclismo deu-se, estamos entre as ruínas, desatamos a construir novos pequenos habítat, a alimentar novas
    esperançazinhas. É uma tarefa difícil, já não há nenhuma estrada suave em
    direcção ao futuro: rodeamos os obstáculos, ou passamos por cima deles. Seja qual for o número de réus que desabem, temos de viver»
    agora são namorados ou companheiros

    1. “A nossa época é essencialmente trágica, por isso recusamo-nos a
      vivê-la como tragédia. O cataclismo deu-se, estamos rodeados de ruí-
      nas, começamos a construir outras maneiras de viver, a alimentar no-
      vas pequenas esperanças. É uma tarefa difícil, já não há nenhuma es-
      trada suave em direcção ao futuro: passamos ao lado dos obstáculos,
      ou saltamos-lhes por cima. Temos de viver para além de todos os céus
      que desabaram sobre as nossas cabeças”.

      Este é um ínício ” daqueles”. Um parágrafo brilhante a iniciar um livro igualmente fantástico. Se só leu este trecho, aconselho a ler o resto do livro.

      1. li mais de metade. não acabei por falta de tempo e depois esqueci.
        Bom Domingo. só volta a chover na 5ªf

  2. “Peixe miúdo ou é Cavala ou é Arenque. “
    Coitadinhos do Joaquinzinhos, sempre discriminados por modelos estereotipados de avaliação piscícola.

    1. Os ” jaquinzinhos” são apanhados em verde coitados. São apanhados pequenos e nem têm tempo de crescer e amadurecer. Como os ” carlinhos”, por exemplo. Apanharam-nos em verde deram-lhes umas pinceladas de cor de rosa e ” prontes” não conseguem descolar do estereótipo.
      Pode ser mau feitio, mas é bom mau feitio.
      Bom domingo.

      1. Não sei se alguém teve a paciência de seguir um jaquinzinho, crescendo até passar a bom para grelhar e atingir a idade adulta de chicharro.
        Até dizem que o jaquinzinhos não crescem mais que aquilo, e os pais, tios e primos são doutras famílias acarapauzadas. E o mesmo com a sardinha petinga.
        Evidentemente, por o Oliver ser o guarda-redes da propriedade e a dourada era de grande sabor.

      1. Porque é que escreve hoje lemos e não hoje li? São vários a ler? Ou é, como em Inglaterra ou na Santa Sé, o pronome real?
        Quanto a DDTs, abundam por aí.

          1. Azedumes de dona de casa, doméstica, se assim lhe quiserem chamar.

  3. Cavala é, para o meu paladar, um dos melhores peixes que há. Cozido ou grelhado, é uma delícia.
    Infelizmente, e apesar de ser um peixe bastante abundante na costa portuguesa, dificilmente se encontra à venda. Eu, sempre que encontro, compro.

  4. Por falar em Cherne,sabem quem ocupou o lugar (não será notícia para quem anda atento) do Garoupa Balsemão no Clube Bilderberg? A raia miúda (tirando um ou outro fora do cardume) nem nunca ouviu falar quanto mais lá chegar.

  5. Então é muito triste, até porque a escrita por aí é como os ovos moles de Aveiro, coisa calórica mas de muito fraco sabor.

      1. ó que pena. eu consegui através do comentário . selecione e clique em abrir ligação . vê logo um grande nariz a discursar sobre os planos de um governo mundial privado…
        boa segunda feira , que hoje já é amanhã

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