
Hoje lemos: F. Scott Fitzgerald, ” O Grande Gatsby”.
Passagem a L-Azular: “A cada noite ele aumentava o nível das suas fantasias até que a sonolência se abatesse sobre alguma cena vívida como um abraço esquecido. Durante algum tempo, esses devaneios proporcionaram uma saída para sua imaginação; eram um indício satisfatório da irrealidade da realidade, uma promessa de que a rocha do mundo estava firmemente fundada na asa de uma fada.”
Apesar de não conseguir imaginar algumas pessoas a sonhar diafanamente, este tipo de sonho é muito provavelmente comum à maioria dos portugueses que deram a dita de mão beijada. O pior de tudo é que se trata de sonhos que não se sonham a dormir, ou de pessoas que não conseguem acordar para a realidade, nem que a rocha do mundo rebente com as asas da fada e lhes caia na cabeça. E ainda assim, esmagados pela irrealidade da realidade dos acontecimentos, continuam a arranjar desculpas suaves e coloridas para pintar o esmagamento de dourado.
(Imagem Google).

Estou a ler também esse livro que me surpreende pela qualidade da escrita e do imaginário do autor.
É muito bom Bea. E muito actual também.
o pm sonha acordado autênticos pesadelos
«A vida é o dia de hoje,
A vida é ai que mal soa,
A vida é sombra que foge,
A vida é nuvem que voa;
A vida é sonho tão leve
Que se desfaz como a neve
E como o fumo se esvai:
A vida dura num momento,
Mais leve que o pensamento,
A vida leva-a o vento,
A vida é folha que cai!
A vida é flor na corrente,
A vida é sopro suave,
A vida é estrela cadente,
Voa mais leve que a ave:
Nuvem que o vento nos ares,
Onda que o vento nos mares,
Uma após outra lançou,
A vida – pena caída
Da asa da ave ferida
De vale em vale impelida
A vida o vento levou! »
João de Deus Ramos
Belo poema de um bom autor , cujas obras merecem ser lidas e dela se tirar proveito para os devaneios que por cá vão.
Reforma da Instrução Primária, 1911;
A Reforma do Ensino Normal, 1912;
O Estado Mestre Escola e a Necessidade das Escolas Primárias Superiores, 1924;
A Criança em Portugal antes da Educação Infantil, 1940.
sobrou o rebotalho e a res nullius
A escória, portanto.
Boa tarde. Sugiro https://imagenssem.blogs.sapo.pt/li vros-ha-muitos-seus-palermas-60291
Pois há e felizmente não são todos sobre teorias da conspiração
Não é teoria nem conspiração, é apenas o normal funcionamento do poder https://imagenssem.blogs.sapo.pt/bilder berg-em-lisboa-39207
Por acaso é verdade isso dos sonhos, mas a malta também gosta muito de contos de fadas, é tanto assim que agora já nem beija os sapos, engole-os.
A história so sapo é outra. Esta é muito mais subti;
“Will you walk into my parlour?” said the Spider to the Fly,
“‘Tis the prettiest little parlour that ever you did spy;
The way into my parlour is up a winding stair,
And I have many curious things to shew when you are there.”
“Oh no, no,” said the little Fly, “to ask me is in vain,
For who goes up your winding stair can ne’er come down again.”
“And now, dear little children, who may this story read,
To idle, silly flattering words I pray you ne’er give heed;
Unto an evil counselor close heart and ear and eye,
And take a lesson from this tale of the spider and the fly.”
As lições são sempre as mesmas as moscas é que mudam.
Uma vez enredadas na teia da aranha, podem vir até moscas arco- iris, que isto é só conversa. Mudar, não muda nada. A aranha estará sempre lá, à coca . Pode anté interpretar nos sentidos que quiser, porque será sempre uma droga.