
Hoje lemos: Johnathan Swift, ” As Viagens de Gulliver”
Passagem a L-Azular:“Os juízes… os juízes são escolhidos entre os advogados mais hábeis, que envelheceram ou são preguiçosos e, tendo sido tendenciosos durante toda a vida contra a verdade ou a equidade, estão sob uma necessidade tão fatal de favorecer fraude, perjúrio e opressão, que tenho notado que vários deles recusaram um grande suborno do lado onde a justiça estava, em vez de insultar o corpo docente ou fazendo qualquer coisa imprópria para sua natureza no cargo.”
Se esta passagem não tivesse sido escrita em 1726, poderia dizer-se com alguma acuidade ser coisa moderna, por tão bem demonstrar a realidade da falta de nobreza e isenção com que se aplica a justiça neste país. Quem pode, rouba, até porque tem licença para roubar e pavoneia-se por aí incólume. Quem não pode, rouba e é condenado a prisão efectiva durante vários anos.
É corrupção? E ninguém vê? É certo que a justiça é cega, mas caramba!
(Imagem Google)

No início o rei, o pontífice e o juiz eram um só. Primeiro separou-se o profano do sagrado. Muitos séculos depois dividiu-se a função régia em executivo e legislativo (em tempos diferentes em diferentes sociedades) e mais uns séculos depois, com Montesquieu, autonomizou-se a justiça. No entanto, em muitas sociedades, algumas europeias, existe promiscuidade entre a justiça e a administração. E se ainda existe ou se já existe, não é claro. No caso português, os juízes encontram-se degradados com todos os vícios da função pública, sendo evidentes o carrerismo e o corporativismo e conhecendo-se já casos de nepotismo e corrupção.
E, até hoje, ninguém conseguiu teorizar o papel da informação, quer da comunicação social, quer da informação digital e não é preciso um curso de sociologia para perceber que ambas têm potencial para transformar a sociedade e mesmo para perverter os equilíbrios do poder.
Alguns, optimistas, acreditam que tudo é o progresso. Eu acredito que esta evolução caminha no sentido dos homens se sentirem ultrapassados, minimizados, infelizes e, no limite, desesperados. Felizmente para mim, também acredito que, em devido tempo, Deus, na Sua infinita misericórdia, porá fim ao desespero dos homens, chamando-os ao Juízo Final.
Acredito no Final. Afinal tudo tem um princípio e um fim.
Juizo é que é difícil de encontrar.
Divirta-se com o relatório do acidente de um F-35 no porta aviões inglês Queen Elisabeth ns/service-inquiry-into-the-loss-of-f-35 b-lightning-zm152-bk-18
https://www.gov.uk/government/publicatio
O piloto é referido como They ou Them. Não há His, Him. O texto é incompreensível em várias partes não se sabendo se se está referir a uma acção de uma pessoa ou duas.
Muito, muito confuso. Tem de se voltar atrás para tentar entender e mesmo assim fica-se na mesma.
Em 1726 tinhamos o D.Pedro IV (ou estou a ver mal? ) a gastar o ouro do Brasil em pedra mármore como senão houvesse amanhã (ou seja,”ontem e hoje ” digamos assim).
Bem, pelo menos investiu no futuro. As construções são seguramente atracções turísticas, que quer querendo quer não, são a única fonte de rendimento de muitos países.
Sim, havia conteúdo mas sobretudo uma forma impar.
MLK era um mestre naquela escola de oradores. O vibrato que ele introduzia, aquela sonoridade, era a parte que adicionava valor, efeito à mensagem.
O mesmo texto lido ou proferido por outros soa a mais do mesmo.
Este comentário não seria seguramente para esta publicação.
Bom domingo
Aceite as minhas desculpas, Maria Dulce Fernandes. .
Referia-me óbviamente a MLK e ao “post” anterior.