
Hoje lemos: Molière, ” O Misantropo”
Passagem a L-Azular: “Pode perceber-se claramente o traidor através da sua máscara; é bem conhecido em todos os lugares pelas suas verdadeiras cores; os seus olhos revirados e o seu tom melífluo enganam apenas a quem não o conhece. As pessoas estão cientes de que esse sujeito de raça inferior, que merece ser ridicularizado, fez o seu caminho no mundo com os trabalhos mais reles e que a posição esplêndida que adquiriu faz o mérito lamentar e a virtude corar. No entanto, quaisquer que sejam os epítetos desonrosos lançados contra ele em qualquer lugar, ninguém defende a sua miserável honra. Chame-se-lhe malandro, um miserável infame, ou um canalha confuso se quiser, todos dirão “sim” e ninguém sequer contradiz. Mas, apesar de tudo, as suas reverências e sibilos são bem-vindos em qualquer lugar. É recebido, sorrido e infiltra-se em todos os tipos de sociedade e, se qualquer nomeação for garantida por meio de intrigas, é garantido que vencerá um homem de grande valor. Apre! Essas são punhaladas mortais para mim, ver o vício negociado, e às vezes sinto-me repentinamente inclinado a voar para um deserto longe da proximidade dos homens.”
Eu conheço pessoas assim. Muitas mais do que gostaria. Batalhei muitos destes sanguessugas de acções e sentimentos. Ganhei algumas batalhas, mas souberam sempre a pouco, porque gente desta laia é como as carraças, infiltram-se nos locais mais insuspeitos e de pequenos e ridículos que são ninguém espera um veneno tão poderoso, capaz de aniquilar uma vida na verdadeira acepção da palavra.
Olhando o país no geral, garanto que os conhecemos, aos “traidores”, melhores do que gostaríamos.
(Imagem Google)

Um dia temos de analisar a que se deve tanta misandria.
Misandria?
TEMOS!? Deixe-me parar de rir, rir à gargalhada com este calor é até perigoso.
A negação é um dos sintomas, já estou a ver que está pior do que aquilo que eu pensava.
Claro que é um sintoma! É um claro sintoma de superioridade contra a mentalidade troglodita!

Les femmes savantes et le Malade imaginaire são os meus
preferidos que vi várias vezes no teatro.
Tenho uma certa dificuldade em ler peças de teatro.
Fico perdida no meio dos personagens.
Eu li Le Tartuffe no Liceu em francês, e depois representámos a peça em1975. Foi uma experiência incrível, já que -ainda- era um Liceu só para raparigas. Também não sou fã de ler peças de teatro. Ofereceram-me há um par de anos o Harry Potter and the Cursed Child que estava em cena na Broadway quando lá estive e li, mas não posso dizer que foi um prazer lê-lo.