
Hoje lemos: Franz Kafka, ” Metamorfose”
Passagem a L-Azular: “Certa manhã, quando Gregor Samsa acordou de sonhos inquietos, viu-se deitado na sua cama, transformado em um inseto gigantesco. Estava deitado de costas, duras como se fossem blindadas, e quando levantou um pouco a cabeça, pôde ver sua barriga castanha, abobadada e dividida em segmentos arqueados e rígidos em cima dos quais a colcha da cama mal se conseguia manter e estava a deslizar completamente. As suas pernas numerosas, que eram lamentavelmente finas em comparação com o resto de seu corpo, balançavam impotentes diante de seus olhos.” Demonstra falta de cultura.
Sabendo como sabemos que um dos poucos animais a sobreviver incólume a uma guerra nuclear é a barata, não há por que ficar apavorado! Alimentar-se de dejectos e ser o paradigma da sobrevivência deveria ser a ambição de todo e qualquer ser pensante. Na realidade a metamorfose já começou porque na verdade o sangue de barata deslavado é de circulação predominante na manada dos seguidores e permissores do culto da maioria ruidosa.
(Imagem Google)

Quem me tirou o 13° mês, pôs o subsídio de férias às pinguinhas, e me espetou com um imposto extraordinário, tem um nome, chama-se Pedro Passos Coelho e pertence à sua manada.
Da minha manada quem é que lhe fez mal?
E quem é que deixou o país de pantanas? Foi o Paulo Portas? Foi o Jerónimo de Sousa? Foi o Francisco Lousã? Hum… não creio, não me estar a chegar o nome do rato, mas que deixou isto roído até ao osso, nem se duvida.
Afirmar que não nos afectaram, a todos nós, as medidas dos pós- socráticos seria mentir, mas que pegaram num trapo roto, esburacado e sujo e tentaram fazer uma camisa, essa é uma grande verdade.
Eu fui a pé desde a “Praça do Começo” e você?
O meu amigo corrector é insistente, caramba! Francisco LouÇã!
Se vamos falar da Praça do Começo é bom lembrar quem é que acabou com as pescas, quem é que acabou com a agricultura, e quem é que acabou com a indústria. E também é bom lembrar o nome que está associado à maior falcatrua em Portugal como é o caso BPN.
Quando olhamos para Portugal não podemos olhar de forma simplista. Não há anjinhos. Querer limpar a burrada de uns com a asneira dos outros, não cola. Ou há moralidade ou comem todos.
Dá para perceber que é descontente de bancada. Palmilhar desde a Praça do Começo não lhe diz nada. É só atoardas para tapar o sol com uma peneira… enfim…
Confesso que não sou muito forte no jogo de palavras, quando quero dizer as coisas gosto de ser directo e frontal, sem eufemismos. Até porque sofro de artrite e não consigo dobrar a espinha. E quem não se sente não é filho de boa gente.
Nem é grande socialista se não sabe o que começou na Praça do Começo. É só alguém que gosta de dar bitaites.
Não me lembro de tantos bitaites que já aqui mandei de ter dito alguma vez que era socialista, mas pronto a minha memória também já não é o que era.
Mas diga lá o que é que começou na Praça do Começo.
Era o nome mais antigo do Largo do Matadouro, hoje Praça José Fontana. Diz-lhe alguma coisa?
Pois…
Eu estive lá, mas o anti-PPC não. É muito bom ser-se do contra, sentado no sofá.
O Carlos Sousa é um socialista não praticante.
Como a maior parte dos contestatários dos outros regimes não-rato.
Não Bal, sou apenas uma pessoa que não se deixa manipular por qualquer pseudo iluminado. Penso que isso foi revelador na altura da palermia, chamaram-me tudo, desde negacionista bolsonaresco até anti-vacinas. Agora vê-se quem tinha razão.
Essa é muito boa. O revoltado retardatário que só se insurgiu porque lhe adiaram as próprias consultas e exames em prol da prioridade aos Covidados. Se não lhe tocasse pessoalmente, estava caladinho como um rato, seguindo todas as directrizes do querido líder, que querendo ser mais papista do que o Papa, acabou por fazer desmoronar o frágil castelo de cartas do SNS… mas isso , se virmos BEM em retrospectiva, também deve ter sido culpa do PPC.
Ai é? Só me insurgi porque me adiaram as consultas? Então e quando me insurgi contra as máscaras, não conta? Então e quando me insurgi contra as vacinas, também não conta? Ou você só lê aquilo que lhe convém?
Penso que fui bem claro nessa altura assim como sou bem claro agora. Penso com a minha cabeça e raramente vou atrás da manada.(usando as suas palavras)
E sim, as pessoas só se movimentam quando estão mal, que foi o meu caso quando o Passos Coelho me tirou o 13° mês. Não percebo qual é a sua dúvida.
Isso foi muito depois… A sua linha cronológica anda feita num oito.
“que foi o meu caso quando o Passos Coelho me tirou o 13° mês. “… e lamuriou-se, lamuriou-se mas não fez coisa alguma. Esperou que outros tomassem a iniciativa e demonstrassem na rua o SEU desagrado.
E depois de ter o que queria , voltou a beneficiar o infractor … enfim. Já se viu e ouviu isto tudo.
Pois, e o que é que adiantou esse movimento? Fez-se uma hashtag engraçada, presidente e governo fecharam os olhos de forma Irrevogável e continuaram alegremente até ao fim do mandato.
O que deu origem ao nascimento da geringonça que repôs tudo o que tinha sido roubado.
É pena que alguns já tenham esquecido que foram os governos PSD que deram origem às maiorias PS.
“As pessoas não estão bem mas o país está muito melhor.” Lembra-se quem é que disse isto?
Pois pois… mas há quem se insurja e tente e há quem só só diga mal e intente e de boas intenções anda o inferno cheio.
Caro senhor, a geringonça não repôs nada. Mandou areia para os olhos e só tem feito asneiras.
Agora as pessoas não estão bem e o país está muito pior.
O que é um há chetague? Alguma coisa que se coma? As maiorias do PS tiveram origem nas promessas furadas e na abstenção. Deixe-se de parcialidade.
Já vi ” há caracóis” ou “há moelas”, mas “há chetague” não sei o que seja.
Uma hashtag é um cardinal seguido de uma frase em minúsculas. No caso concreto:
– #queselixeatroika.
Esta explicação foi de borla, para a próxima já é a pagar.
foi sobretudo o barata josé sócrates.
Câ nojo!
Com sua licença, vou partilhar uma experiência pessoal com baratas.
Recém chegado de avião – uma “Dornier” – a Farim, fui remetido para a “tabanca dos alferes”. Era uma construção hexagonal mas com telhado redondo, evidentemente de colmo. No centro, uma zona de distribuição, com 6 portas. Uma casa-de-banho, uma cozinha e 4 quartos, cada um com duas camas. Calhou-me partilhar o quarto com o alferes da contabilidade, um tipo gordo, licenciado em economia e que tinha adiado a incorporação para concluir o curso, pelo que era claramente mais velho do que eu. Tinha, por isso e a todos os títulos, um estatuto superior ao meu.
Quando entrei no quarto, vindo de uma fumaça na varanda exterior, vi uma barata no chão. Explico que, na Guiné, os insectos eram 2 a 3 vezes maiores do que os congéneres europeus. As baratas não eram excepção e, além de enormes, voavam. Com os reflexos rápidos da minha juventude, esmaguei-a com a bota, antes que pudesse fugir ou voar, para logo me assustar com o berro do alferes da contabilidade. Obrigou-me a ir à casa de banho buscar sabão e utensílios para lavar o chão de cimento e ele próprio aplicou um “spray” com aquilo que eu costumo chamar cheirinho a putas. Tudo em vão. Ficámos com o chão do quarto coberto de formigas – coberto, literalmente – e houve que fugir e procurar refúgio noutro lado. Apesar da experiência dos faxinas do batalhão a lidar com esses casos, só na terceira noite pudémos regressar. Aliás, regressou ele, porque eu continuei a partilhar o quarto com o alferes comandante do esquadrão de autometralhadoras Daimler, de quem me viria a tornar amigo e que, com voz grave, me explicou que não convinha nada matar animaizinhos porque, depois, os amigos apareciam para o velório.
P.S. – De Kafka, recordo-me muitas vezes de “O Processo”. Quase sempre com questões camarárias mas igualmente com a direcção-geral dos Registos e Notariado.
Coclusão: uma bota da tropa faz mais estragos do que uma bomba atómica!!
A “tabanca dos alferes” era, apenas, uma casa de telhado redondo.
Uma casa de telhado redondo e de colmo “Uma casa-de-banho, uma cozinha e 4 quartos, cada um com duas camas…” .
Uma grande casa, até diria uma enorme casa, com telhado redondo e de colmo, mas com chão de cimento.
Agora, “uma cozinha” para quê? Então não havia messe de oficiais do aquartelamento de Farim? Ou a “tabanca dos alferes”, um casa apenas, funcionava em “auto-defesa” e os próprios confeccionavam as refeições?
E o espectáculo que era à noite, as baratas e outros insectos atraídos por uma luz, com os sapos a empanturram-se com tamanho festim.
(tabanca = aldeia com várias casas)
E eu aqui a planear uma visita ao meu irmão em Luanda! Brrrrrrrr.
Suponho que antes da guerra, seria uma residência, sei lá, de algum comerciante manhoso. A cozinha não era utilizada excepto para usar a torradeira ou aquecer alguma tisana. Não sei quem foi que assim baptizou a residência mas foi assim que me foi referida logo quando me indicaram onde ia ficar, e assim depois a ouvi designar.
De facto, à noite, era imprudente abrir as portas dos quartos para o exterior e, quem chegava à noite, entrava pela porta da cozinha que tinha habitualmente a luz apagada e a porta interior fechada.
Espero ter, não digo removido mas atenuado, a angústia das suas dúvidas.
uf!!, assim, está explicado, não fora haver alguma dúvida sobre os oficiais terem de cozer batatas.
Na faculdade tive uma pequena obsessão com Kafka.
Li “A Metamorfose”, claro, “O Processo” e os “Diários”. “O Castelo” e “América” ficaram a meio.
Eu apenas li este livro e o Processo. Gostei, mas não adorei, ao ponto de ficar obcecada. Gostei muito mais de visitar o museu em Praga, onde perdi algumas horas e que era demonstrativo dos delírios do autor.
Também estive na manif com a minha mulher e os rapazes e mesmo que digam que não deu em nada, não acredite Maria Dulce. O governo recuou nas medidas mais pesadas. Quanto à troika, quem a mandou vir foi o ladrão socialista. Não duvide.
Não duvido não, pode ter a certeza. Contra factos não há argumentos.
“No Exame Dos Tristes Períodos Que Nos Antecederam Esforcei-me Sempre Por Demonstrar Como De Nada Valia A Boa Vontade Dos Homens Contra A Força Implacável Dos Erros Que Se Viam Obrigados A Servir “-António De Oliveira Salazar