
Hoje lemos: “A Profecia dos Papas”, compilado pelo monge Arnold Wion
Passagem a L-Azular: Todas, especialmente a última que se refere ao 112.° Papa, que recebeu o nome criptico de “Petrus Romanus” e que segundo os investigadores será o último Papa , o Papa do Apocalipse.
Esta compilação do monge Beneditino ocupa as trinta e seis páginas do livro e trata de identificar cada um dos 112 Papas com a sua divisa pessoal em 112 frases explicativas, e, como em todas as profecias, dadas às mais diversas interpretações de modo a que consigam ajustar-se à previsão na maior das perfeições. É de leitura interessante e deixa transparecer algum temor fanático.
A cereja no topo do livro é a afirmação do santo profeta de que o sucessor de “Gloria oliuæ”, o cardeal que antes de ser papa era o Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, em cujo brasão havia um ramo de oliveira, neste caso Bento XVI, seria “Petrus Romanus, qui pascet oves in multis tribulatiónibus; quibus transáctis, civitas septicóllis diruétur, et ludex treméndus iudicábit pópulum. Finis” (Pedro, o Romano, que apascentará as ovelhas em meio de muitas tribulações. Passadas estas, será destruída a cidade das sete colinas e o Tremendo Juiz julgará o Seu povo. Fim) .
Não acredito em profecias, como não acredito em bruxas, mas …
Em sendo sequer concebível, se o Papa Francisco é o último Papa, vou ficar-me por uma velha frase de Mateus 20:16, que diz que “os últimos serão os primeiros”. Se há um Rei entre reis, também há um Papa entre Papas, e este é e será sem sombra de dúvida o Papa Francisco.
P.S. Considerando que cerca de 35% da população mundial é cristã com todas as suas práticas, incluindo a Católica Apostólica Romana, o resto do mundo não cristão, com todas as suas crenças e profecias próprias, deverá também preparar-se para o fim dos dias?
(Imagem Google)

A extrema direito católica, há muito. que anda a divulgar este livro. Percebe-se…..
Lógico. Mafiosos do “qui non est pro nobis, contra nos est”, que são contra o progresso e a modernização das coisas bafientas, aproveitam qualquer facto, ideia ou pessoa para “vender” o anti-Cristo.
direita e não direito.
Certo
Pois, para mim, o Papa entre Papas será sempre João Paulo II… ajudou-me a tornar adulta.
Acho que nos deviamos perguntar – nós portugueses – porque é que temos esta atracção pelas figuras do avô que dizem umas frases simpáticas com um ar semi austero. E porque é que gente crescida fica em êxtase com um discurso cujo publico alvo são adolescentes e jovens adultos. Tudo o que o Papa diz é básico e, em alguns casos – como a xaropada do olhar de cima – são os mínimos olimpicos da convivência social e que qualquer pessoa – católica ou não – devia saber. Se não sabe, ou se esqueceu, é bom que se pergunte porquê. Os portugueses precisam do paizinho seja ele a Santa Madre Igreja, o Estado, o professor Salazar, o Professor Cavaco ou Papa Francisco (os outros dois, como falavam para gente crescida em linguagem de gente crescida já não são tão bons), ou o professor Marcelo. Infantis, irresponsáveis, e sempre dependentes da figura de autoridade. Nunca vamos crescer, é a conclusão a que chego.
Eu fui criada e doutrinada na religião vigente no meu tempo de menina. Encontrei alguma revolta nos meus pais , que me deu o pretexto necessário para me afastar da religião. Tive uma paixão por João Paulo II, que iniciou uma pequena revolução de transparência, mas foi rapidamente travado, e a transparência voltou a ser muro com o seu sucessor. Este homem é diferente e marcou a diferença. E eu gosto dele não por ter saudades do meu avô ou do meu pai. Transmite-me paz, é humilde e bom. Ouvi-lo é para mim como ir a Fátima. A história do milagre pode não me dizer grande coisa, mas existe por lá uma energia qualquer que me lava a alma, Marta. Comigo é assim.
Admito que haja aqui algo de geracional nesta divergência e que aquilo que para a geração acima da minha seja uma novidade – e aquilo que gostavam de ter ouvido – para a minha já não o seja. Para mim, sabe a muito, muito pouco.
Bem, Fátima será sempre divisiva e só lá vou se tiver mesmo de ser. Representa tudo, mas tudo, tudo o que me levou a afastar da Igreja Portuguesa: o pietismo doentio, a histeria de massas, o não se poder questionar, a “má energia”, o comprazimento no sofrimento, a apologia da tristeza, a mistura da pobreza resignada com o snobismo lisboeta… talvez a Igreja Portuguesa seja só um reflexo do país, e seja o país que me sabe a pouco.
A igreja e o país vivem em simbiose desde o dealbar da nação. Isso é um facto que reconheço , independentemente de quem nos governe.
Experimente ir a Fátima, cedo, a um dia de semana, fora da temporada das efemérides, numa altura em que está praticamente vazia e verá que não existem ali “energias negativas”, muito pelo contrário. Eu, que nem sou dada a misticismos, e desconfio de radiestesias e outras ” ciências ” do género, gosto de ir à Fátima. Só porque sim.
Até os comunistas gostam dele, e calam-se. Tudo indica que será mesmo o último Papa.
Não acredito que seja o último Papa, mas o último bom Papa talvez.
Apoiado! Freud explica.
Lá isso explica. Resume tudo à prática/carestia de sexo.
“….suas crenças e profecias próprias, deverá também preparar-se para o fim dos dias?”
Sobre esta ou parecida interrogação, lembro-me daquela “comunidade” de açorianos que se foram recolhendo até à noite de 31 de Dezembro de 1999 por o mundo ia acabar.
Mas o mundo não acabou entrou o ano 2000, já estamos em 2023, e a resposta arranjada foi a mais lógica possível ‘Deus deu-nos mais uma chance’.
Andamos e vamos continuando a andar assim através dos tempos.
Evidentemente que a questão só se põe para quem é religioso e por essa razão pensa que o mundo vai acabar.
Então e em 2012 a ” profecia” da pedra dos Maias não estava encadeada com as profecias apocalípticas da Bíblia, com a Cabala, com o ” grande” Harold Camping, com o I-Ching, sei lá que mais ?
Pois é , Deus dá sempre mais uma chance à humanidade…
Os meus papas preferidos são os Bórgias, sobretudo o Alexandre VI.
Se agora muitos padres não conseguem sair do armário, naqueles tempos viviam todos em cesto…
Julgo que naquele tempo dos Bórgias era mais ‘todos ao molho e fé em Deus’.
No molho, acredito da fé desconfio.
É, pelo menos, a terceira vez que, com diferenças pontuais, escrevo isto. Igreja, Una, Santa Católica e Apostólica. Deixou de ser Romana há mais de sessenta anos.
P.S. – Não hostilizo, respeito e evito criticar mas, realmente, entre os estilos “populares” de S. João Paulo II e Francisco, prefiro a sobriedade de Bento XVI. Não sou o que vulgarmente se chama um católico conservador mas, de facto, é uma questão de estilo.
Se me disser ” há mais de 50 anos”, concordo. Sessenta é muito, porque eu passei pelo processo todo, com a nomenclatura intacta. Poderá ter sido opção da paróquia? Desconheço, Francisco, mas foi assim que aprendi.
O estilo é o que se mostra, e na igreja o importante é quem se é , como se sente e como pode transmitir uma mensagem sem ser ilusório. Bento XVI era conservador, Francisco é tão transparente quanto lhe permitem ser. Iguais apenas na demonstração e aceitação das próprias fragilidades.
Tem razão e peço desculpa.
No Credo é como eu disse mas as designações Católica Romana e Católica Apostólica Romana, são designações correntes, devido apenas à sede estar em Roma. Referi mais de 60 anos porque pensava ter sido uma alteração do concílio Vaticano II mas afinal o Romana já não constava no Credo, se é que alguma vez constou. Não é um tributo mas apenas um costume.
Será subjectivo mas tenho motivos para não gostar do “romana”. Na época de D. João II, houve uma heresia, o culto de Espírito Santo, que acreditava numa segunda descida de Deus à terra, desta vez pelo Espírito Santo, que actuaria directamente sobre as consciências dos homens e, numa versão mais elaborada, preconizava a reunião das três religiões, judaica, cristã e islâmica com sede na Nova Jerusalém (que não era claro se a velha, renovada, se uma futura no Novo Mundo) enquanto D. João II, na melhor tradição de Rogério II, da Sicília, de Abd-al-Rahman III, de Córdoba e de Alfonso X de Leão Castela, tinha letrados árabes e judeus na sua Junta de Matemáticos. Completamente nos antípodas, Fernando de Aragão e Isabel de Castela, tinham expulso os judeus em 1492 e obrigaram a conversão forçada dos islâmicos pela Pragmática de 1502, o que levou um historiador inglês a considerar a união de Aragão e Castela como a criação do primeiro estado racista da Europa.
Como se sabe, D. Manuel II foi educado sob influência castelhana – cheirou os cueiros das infantas, como escreveu um ensaísta cínico – e casou com três, sucessivamente. Inclusivé, com a terceira, destinada ao filho, depois D. João III, e que reclamou para si. O contrato de casamento com esta terceira infanta castelhana, que devia ser de estudo obrigatório, foi onde se impôs a Portugal o estabelecimento da Inquisição (que D. Manuel não chegou a criar e seria depois criada por D. João III quando nem Roma estava já interessada nisso).
Cortando linha, pela sua política alinhada com Roma, Fernando e Isabel receberam o título de Reis Católicos. E essa política, ditou o início do declínio português, que se consubstanciaria em 1580. Por isso não gosto da designação de Igreja Romana. Mas estava errado nos factos.
Obrigada pela explicação, Francisco.
Julgo ter sido D. Manuel I.
Creio que o Francisco tem razão, eu.
“Foi formalmente instituída em Portugal por meio de uma solicitação de 1515 em que o rei D. Manuel I havia requisitado a instalação da Inquisição, para poder cumprir com um compromisso de casamento que havia selado com Maria de Aragão. No entanto, foi apenas depois da sua morte, em 1536, durante o reinado de D. João III, que o papa Paulo III concordou com sua fundação. A Inquisição Portuguesa cobriu todos os territórios do Império ultramarino português”.
“….A Inquisição Portuguesa cobriu todos os territórios do Império ultramarino português”.”
Concretamente a Inquisição cobriu o território português na Índia e só para europeus que chegassem nas caravelas por haver cristãos novos com interesses comerciais nas navegações, e mais tarde com o Brasil.
O mesmo já não se verificava com os territórios africanos, mas não criavam fogueiras com os selvagens por não serem filhos de Deus.
Não se pode apagar a história, apenas aprender com ela. É lamentável a estupidez dos homens.
Como saberá, depois da união sob os Filipes, os Holandeses ocuparam, a Ocidente, o Brasil e Angola. Em ambos os territórios ficaram resquício de protestantismo e, tanto o Brasil como Angola tiveram a Inquisição. ura-irmao-lisboa-ajuda-luanda-a-superar-t rauma-historico-14129940.html
Em Angola, depois da reconquista por Salvador Corrêa de Sá, ficaram bastantes holandeses, uns porque eram católicos, outros porque lá se tinham casado e outros (ou os mesmo) porque tinham criado interesses comerciais. Este grupo foi anos e anos vigiado e controlado pela Inquisição mas sem consequências de maior: abjurações, algumas penas de prisão e instrução nos mistérios da Fé, Com o tempo todos se miscigenaram em maior ou menor grau e foram diversas vezes referidos como a burguesia creoula de Lunda. Quando Pombal proíbiu o tráfico da escravatura – que antecedeu em muito a abolição da mesma – essa medida teve de ser derrogada por 20 anos em Luanda, pois não era prudente privar esse importante grupo social da sua maior fonte de rendimento. Mais tarde, essa burguesia forneceu a maior parte do quadros do MPLA que, nos tempos iniciais, era chamado o partido dos mulatos.
Como já pode ter adivinhado, a família mais preeminente dessa burguesia eram os Van Dunem, que, entre outros, tiveram um poderosíssimo ministro do Petróleo que, aliás, escreveu uma notável história genealógica da sua família. Um outro que foi assassinado numa das várias purgas e cuja irmã fugiu para Portugal onde foi um dos mais incondicionais apoios de António Costa.
https://www.dn.pt/politica/ministra-proc
Menos pinga
A Cidade das sete colinas também pode ser Lisboa.
Ou Istanbul, ou Moscovo, segundo dizem, ou…