
Hoje lemos: Alberto Manguel, “Um Diário de Leituras”
Passagem a L-Azular: “Talvez seja por isso que lemos e nos momentos de escuridão voltamos aos livros: para encontrar palavras para o que já sabemos.” Mostra Ignorância. Deveria ler-se: “Ler não é procurar pelo que já sabemos. Ler é procurar conhecimento que permita que nos tornemos mais sábios.”
Quantas vezes procuramos conforto na leitura das palavras que conhecemos e que sempre nos acarinharam em momentos menos bons das nossas vidas? Quantas vezes voltamos aos mesmos livros, porque sabemos que vamos encontrar segurança e ânimo naquelas palavras que parece que alguém escreveu a pensar em nós? Os livros aos quais voltamos, aqueles que relemos regularmente apenas porque sim, são um permanente lembrete das consistências ou incongruências da nossa realidade.
(Imagem Google)

Pobre Maria Dulce Fernandes,
Nada há como ter trabalhos de casa para ler o que já deveria ter lido. Além de ter um patrão lixado…
ao
Hum? Ele há cada palerma, para não dizer pior…
Palerma tanto dá para macho como para fêmea.
Cumprimenta, ao
Palerma é um daqueles adjectivos que serve qualquer das alíneas de lgbtqiap+. Esteja à vontade para escolher a que melhor lhe servir. Cumprimentos e larguras, porque palermice infelizmente não escolhe alturas.
faleceu hoje Milan Kundera
RIP
Excelente escritor. ” “Kitsch é a incapacidade de admitir que a m*rda existe”. Nunca mais me esqueci.
El destino de todo libro es misterioso, sobre todo para su autor. Una de
las inesperadas revelaciones que me deparó la publicación de Una historia
de la lectura fue el descubrimiento de una comunidad mundial de lectores
quienes, individualmente y en circunstancias muy distintas de las mías,
tuvieron mis mismas experiencias y compartieron conmigo idénticos ritos
iniciáticos, iguales epifanías y persecuciones. La verdad es que nuestro
poder, como lectores, es universal, y es universalmente temido, porque se
sabe que la lectura puede, en el mejor de los casos, convertir a dóciles
ciudadanos en seres racionales, capaces de oponerse a la injusticia, a la
miseria, al abuso de quienes nos gobiernan.
Desejamos ler o Universo como se fora um texto…
o desfazer dos mitos
Por vezes é bem mais simples.
Olá,
Gosto muito de tudo o que o Manguel escreve sobre os livros, a leitura e tudo o que com isso se relaciona, na forma de ensaios, que eu considero bem simples e informais, óptimos, de resto para a leitura do público em geral. É maravilhoso em tudo o que escreve. Tenho quase tudo o que ele editou em Portugal, nesta área. Já no que toca a ficção, tenho 2 exemplares escritos por ele e não o acho especialmente dotado para o efeito, pelo menos no que toca ao meu gosto pessoal.
De resto não sou muito de voltar a releituras, até porque, tendo em conta o acervo de que disponho, não tenho tempo para ler tudo até ao fim da minha curta vida e ainda me falta muita coisa boa para ler e que quero ler. Mas não há regra sem senão, até mesmo para pessoas como eu. Há um livro que já li 3 vezes e não vem perguntem porquê. O fio da navalha de Somerset Maugham. Não me alongo para deixar lugar a outros😃
Muito bom escritor, Vítor Augusto, concordo.
Li ” O Fio da Navalha” devia ter 17 ou 18 anos, e voltei a ele cerca de 15 anos depois com outro entendimento, e ainda bem. Há livros que leio e releio por ter saudades do bem que me soube lê-los pela primeira vez. Outros que consegui ler até ao fim e que nunca voltaria a ler, pelo tempo que perdi e em que me perdi no enredo. Valorizo todos os livros que li, aqueles dos quais gostei e os que não me disseram coisa alguma, como experiências enriquecedoras. Uns foram ouro, outros apenas palha.
Não li Alberto Manguel. Mas já li umas duas ou três vezes “O fio da navalha”. Gostei dele em todas as vezes, mas da primeira foi mesmo um deslumbramento. Se me perguntar porquê, não sei responder. Nunca li para aprender senão nos livros escolares. Dos outros só tenho de gostar. São tempo livre e noutra direcção.
Os livros escolares eram uma obrigação. Se gostava da disciplina, estudar era um prazer e aprender era natural. Mas aprendemos sempre que lemos! Nem calculam o quanto aprendi com o Astérix e com o Corto Maltese, por exemplo.
Aprendemos ,sonhamos e viajamos.
Sem qualquer tipo de fronteira ou limite. É isso mesmo.