
Hoje lemos: Harper Lee, ” Mataram a Cotovia”.
Passagem a L-Azular: “Eu queria que visses o que é a verdadeira coragem, em vez de ficares com a ideia de que coragem é um homem com uma arma na mão. A verdadeira coragem é saberes que estás derrotado antes de começar, mas começas de qualquer modo e vais até o fim, seja como for. Raramente ganhas, mas por vezes podes ganhar.” Conduz ao desânimo.
Deveria ler-se: ” Não é cobarde desistir. Cobarde é mascarar as indignidades com capa de vitória para produzir a aparente bem-aventurança dos nossos dias.”
Antigamente as tintas para sapatos produziam o efeito da realização pessoal a quem tinha furos nas solas e os tapava com folhas de jornal. A aparência sempre foi o grande motor do fortuito ilusório dos homens.
(Imagem Google)

To Kill a Mockingbird 1960
When he was nearly thirteen, my brother Jem got his arm badly
broken at the elbow. When it healed, and Jem’s fears of never being
able to play football were assuaged, he was seldom self-conscious about
his injury. His left arm was somewhat shorter than his right; when he
stood or walked, the back of his hand was at right angles to his body,
his thumb parallel to his thigh. He couldn’t have cared less, so long as
he could pass and punt.
Passar e chutar é mesmo o que está a dar.
sociedade conservadora e racista? está na moda
Completamente! Só que agora os negreiros deram lugar aos branqueiros.
Paolo Virno in Sobre la impotencia. La vida en la era de su parálisis frenética
Não conheço…
” Não é cobarde desistir. Cobarde é mascarar as indignidades com capa de vitória para produzir a aparente bem-aventurança dos nossos dias.” ———- Completamente de acordo.
É o que temos, infelizmente.
Gostei imenso tanto do livro como de filme .
Eu também, Kika. O livro, então, é um dos da prateleira dos lidos e relidos.
Os brancos de olhos azuis de que falava Malcolm X, agora na capa de um livro editado em Portugal.
Creio que essa referência alude aos praticantes do islamismo, que o sr. X dizia ser a única religião que não olhava à cor da pele ou dos olhos, desde que o coração fosse de Allah, e assim sendo os que professavam o islamismo não eram racistas.
Não me interessa aqui e agora estar a debater sobre o islamismo.
O que me faz espécie é o padrão hollywoodesco de pessoas com olhos azuis ou verdes, quando a maior parte das pessoas de raça branca (já nem falo das outras…) tem olhos castanhos.
Para que raio tinham que escolher para a capa do livro uma pessoa de olhos azuis?
Nisso tem razão. São ideologias wokes que estão na moda e que as segue nem vale o sal que come.
E como é que o Lavoura sabe que os olhos são azuis? Podem ser verdes ou castanho claro, ou à David Bowie…
A fotografia é de 1936, P/B e não dá para ter certezas.
Pode ver os dois olhos da menina googlando: Walker Evans, The tenant farmer’s daughter.
Maria Dulce, este é um dos raros casos em que o filme está à altura do livro. Para os mais preguiçosos (leia-se jovens) existe a novela gráfica, mais fácil e rápida de ler. Não é a mesma coisa, mas…
Boas leituras! 📚
Maria
Para os racistas americanos, os olhos podem ser azuis ou verdes. Castanhos é que não.
Onde escrevi “azuis”, na verdade queria dizer “azuis ou verdes”.
Se a Maria reparar cuidadosamente nas estrelas (femininas e masculinas) do espetáculo americanas, verificará que tod@s @s branc@s têm olhos azuis ou verdes. É o estereótipo dos racistas americanos: um verdadeiro branco tem que ter olhos azuis ou verdes.
O melhor livro que li.
É também um dos meus preferidos, Gabriela.
ontem os difíceis deveres profissionais não permitiram escrever o título da obra na edição brasileira
” o Sol nasce para todos ” pensei ser outro livro