
Hoje lemos: Philip Kerr, “O Criminoso Pálido”
Passagem a L-Azular: “Não sou um cavaleiro numa armadura brilhante. Sou apenas um homem castigado pelo tempo, encostado numa esquina, com um sobretudo amassado e uma ideia cinzenta de algo que se poderia muito bem moralidade. Claro que não sou muito escrupuloso sobre tudo o que pode beneficiar o meu bolso e dificilmente poderia inspirar um bando de jovens delinquentes a fazer boas acções, mas de uma coisa estou certo: Cansei-me de baixar os olhos e olhar para minhas mãos sempre que havia ladrões na loja.”
Infere que a honra e a virtude foram obliteradas e tornaram-se coisa do passado. Deveria ler-se: “Apesar de todas as vicissitudes capazes de abater qualquer campeão de lide, há sempre quem careça de mais, quem necessite do apoio de uma mão amiga forte e as armaduras brilhantes são tantas vezes sobretudos surrados. O importante não é o que se mostra mas o que se sente e o que se faz.”
Ajudar desinteressadamente não é dar esmola ou presdigitar um falaz IVA a 0%, é atender às reais necessidades de quem desespera na vida.
(Imagem Google)

li há uns anos Berlin noir com o detective Guenther
faleceu recentemente
Comecei com Violetas de Março. Este também é bom. Gosto de ler romances negros com fundamento histórico, policiais ou não mas sou fã do género.
As palavras são bonitas, “O importante não é o que se mostra mas o que se sente e o que se faz.” Mas não passam de palavras. A realidade é precisamente o inverso. Não importa sê-lo, o importante é parecê-lo
Se funcionou para a mulher de César…
Também funciona para a mulher do Gastão e de todo o honrado ladrão.
Funciona para quem faz bem e quem apenas goeta de mostrar o bem que faz.