Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Philip Kerr, “O Criminoso Pálido” 

 

Passagem a L-Azular: “Não sou um cavaleiro numa armadura brilhante. Sou apenas um homem castigado pelo tempo, encostado numa esquina, com um sobretudo amassado e uma ideia cinzenta de algo que se poderia muito bem moralidade. Claro que não sou muito escrupuloso sobre tudo o que pode beneficiar o meu bolso e dificilmente poderia inspirar um bando de jovens delinquentes a fazer boas acções, mas de uma coisa estou certo: Cansei-me de baixar os olhos e olhar para minhas mãos sempre que havia ladrões na loja.”

Infere que a honra e a virtude foram obliteradas e tornaram-se coisa do passado. Deveria ler-se: “Apesar de todas as vicissitudes capazes de abater qualquer campeão de lide, há sempre quem careça de mais, quem necessite do apoio de uma mão amiga forte e as armaduras brilhantes são tantas vezes sobretudos surrados. O importante não é o que se mostra mas o que se sente e o que se faz.”

Ajudar desinteressadamente não é dar esmola ou presdigitar um falaz IVA a 0%, é atender às reais necessidades de quem desespera na vida.

(Imagem Google)

6 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. As palavras são bonitas, “O importante não é o que se mostra mas o que se sente e o que se faz.” Mas não passam de palavras. A realidade é precisamente o inverso. Não importa sê-lo, o importante é parecê-lo

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