Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Mário Zambujal ” A Crónica dos Bons Malandros”

“Linhas paralelas que não tardaram a encontrar-se porque a vida não é assim tão geométrica.”

Passagem a L-Azular. Interfere com o conceito geral da criação. Deveria ler-se: “A nossa vida não é geometria nem é verdadeiramente nossa para calcular. Não escolhemos fazer a admissão e muito menos o check-out. Temos licença para viver e até essa poderá ser revogada a qualquer momento. É por isso que a vida é tão preciosa e é importante vivê-la bem, nos tempos de ouro e nos tempos de lixo”.

Há de convir que o ouro não se come, não se bebe, não agasalha nem consola pela textura, e que o lixo, com vontade e paciência, tem sempre algum modo de ser reciclado. Um bom malandro é um bom reciclador. Mestre em paralelismos intersectados, consegue reciclar bosta em erva de cheiro e mostrar ao país que continua a ser um ás e que só não vê quem sofre de miopia progressiva. Aguardo o desfecho da JMJ, e o sequente acto de contricção, em que o país pedirá desculpa e indemnizará a igreja pela inépcia no tratamento de um acontecimento único. Após estes acertos, o malandro poderá mudar tranquilamente da esquina nacional para outra mais europeia. É o que os malandros fazem, mudam de esquina.

(Imagens Google)

6 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. Tal como os leitores de sensibilidade, talvez fosse boa ideia criar uma rubrica dedicada aos leitores de agressividade, que são aqueles leitores que vêem a vida a preto e branco e não engolem todas as patranhas literárias.

    Hoje lemos: Mário Zambujal ” A Crónica dos Bons Malandros”
    “Linhas paralelas que não tardaram a encontrar-se porque a vida não é assim tão geométrica.”

    Passagem a L- Sanguini. Deveria ler-se:
    ” Linhas paralelas uma merda, se as linhas paralelas se encontraram é porque eram oblíquas, dhaaa.”

    Prontos e assim ficaria mais uma franja da população incluída nesta nova linguagem de inclusão.

  2. Está em vias de ser publicado o livro ” As Crónicas dos maus malandros “, consta que é sobre tudo o que gira à volta da da Tap e CPI à mesma dita cuja.

  3. pensei que ia falar de
    ” Dick Haskins é o pseudónimo de António de Andrade Albuquerque (Lisboa, 11 de novembro de 1929 — Lisboa, 21 de março de 2018), que foi um escritor português que se notabilizou pelos seus romances policiais. ”

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