Lápis L-Azuli


Maria Dulce Fernandes,

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Hoje lemos: Joël Dicker : A verdade sobre o caso Harry Quebert

“Harry: Um bom livro, Marcus, não se mede apenas pelas últimas palavras, mas pelo efeito coletivo de todas as palavras precedentes. Apenas meio segundo depois de terminar o livro, depois de ler a última palavra, o leitor deve  sentir-se invadido por um forte sentimento; por um momento, basta pensar em tudo o que acabou de ler, olhar para a capa e sorrir com um pingo de tristeza porque vai sentir falta de todos os personagens. Um bom livro, Marcus, é um livro que se lamenta terminar de ler.”

Passagem L-azulada. Requer explicação. Deveria ler-se: “Os livros sobre religião e fé, Marcus, são os únicos livros que deves ler. São os únicos livros considerados bons livros e não se medem apenas pelas últimas palavras, mas pelo efeito coletivo de todas as palavras precedentes, porque todas as palavras neles escritas são palavras de salvação. Apenas meio segundo após terminares de ler o livro, depois de leres a última palavra, deves sentir-te invadido por um forte sentimento, um sentimento de fé no altíssimo, um sentimento de paz e de amor ao próximo; por um momento, basta pensar em tudo o que acabaste de ler, olhares para a capa e sorrir com um pingo de tristeza porque vais sentir falta de todos os personagens. Mas é apenas por um momento, porque um livro religioso contém todas as respostas e nunca se termina de ler. É um livro para esta vida e para a outra.” 

Num cômputo geral, é importante estimular toda a leitura sã. É óbvio que sanidade não implica a leitura dos dossiers da Comissão Parlamentar de Inquérito à Tutela Política da Gestão da TAP.

(Imagens Google)

8 comentários em “Lápis L-Azuli”

  1. O contribuinte contribui,sempre,é inesgotável.
    Pode-se sofrer privações mas é-se obrigado a contribuir para a telenovela vigente.
    Actores não passam fome.

  2. não percebi nada da adaptação literária , mas com o original concordo a 100 % , tenho imensas saudades de montes de personagens. fico chateada quando morre algum escritor que inventou um amigo para mim e essas coisas todas.
    há um escritor bem light que adoro , o pennac , e o benjamin malaussène faz-me imensa falta
    não percebendo a coisa dos livros de fé , tenho a dizer que “filosofia perene”, de huxley , devia ser de leitura obrigatória na escola. e talvez , não sei bem, tem passagens esquisitas supremacistas , o livro de zohar..

    1. A adaptação censurada é uma manifestação da imortal ” moral e bons costumes” que muitas saudades deixou, apesar das adaptações recorrentes ( borregadas, a bem dizer), Marina. .
      Bons autores não se leêm nas escolas. Aliás existem alguns livros obrigatórios e sugestões de leitura, mas fazem falta autores importantes, que estou em crer que agora já não importam nada.
      Eu, quando tenho saudades de um bom enredo e não arranjo substituto à altura, vou desencantar uma releitura que me conforte tanto como uma bela fatia de toucinho do céu, que poucos aconselham por ser uma bomba calórica, mas sabe sempre pela vida.

  3. Vida de paz e amor,unção e apostolado? Nada melhor que um cursilho preparatório num centro em Coimbra cujo profeta foi alvo de maldosas insinuações acerca de excessos de paz e amor.

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